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Imagem do dia: Saleiro chapadão

As maiores descobertas da humanidade foram culpa do acaso. Foi o caso da gravidade, da roda, etc.
Não podia ter percebido esse detalhe no saleiro em outro momento: domingo, 7 da manhã, depois de uma bebedeira no casamento da mari.

A primeira coisa que pensei foi – caraca, ninguém viu que a porra do saleiro tá chapadão?

Prestem atenção na foto com zoom

Só nos resta saber de qual droga o saleiro é viciado.

O que você faz da vida?

Qual é a sua resposta?

Cordialmente, a gente responde a profissão ou o trabalho que exerce. O médico fala que é médico, o estudante estuda, o político diz que trabalha para a população, e o desempregado responde que é autônomo (rs).

Sei que não é um tema novo, e pra ser sincero, já foi bem discutido, mas é algo que me fez pensar bastante. Mesmo assim, não tenho uma conclusão para tal barbárie contra as nossas vidas. De tempos em tempos essa pergunta volta a rondar meus pensamentos, e a culpada dessa vez foi uma amiga em seu ótimo texto Você é o que trabalha?.

Sou publicitário, e mesmo adorando trabalhar com isso, é medíocre e pequeno afirmar que faço isso da vida. OK, temos o lado que passamos mais tempo trabalhando do que com a família e amigos, mas o trabalho não é a essência minha vida, e acredito que de mais ninguém.

Lembro  de ter lido um texto que o escritor sugeriu do pessoal responder de outras formas, como “sou feliz”, “tudo”, “sou rockstar”, entre outras.

Podemos ainda levar em conta a geração Yeppie (Young Experimental Perfection Seekers, ou jovens em busca da experiência perfeita). Imagine que essa geração é filha dos yuppies dos anos 80 e foi criada (ou abandonada) debaixo de sua filosofia de trabalhar pesado para se tornar milionário. Esse quadro social tornou as pessoas escravas do trabalho e do dinheiro, e, também como muitas empresas, gananciosas além do limite ético. Na década de 70, para se ter uma idéia, quase não existia algo como um workaholic. Hoje em dia, muitos dos pais de integrantes da geração atual, mesmo tendo uma poupança muito maior do que conseguirão gastar ao longo da vida, continuam colocando o trabalho em primeiro lugar.

Por ter sido abandonada e ter como rivais o emprego dos pais e os bens de capital, essa geração não consegue ver o valor no acúmulo do dinheiro e, acima de tudo, no trabalho obstinado e cego em sua busca, e começa a perceber que a vida dos profissionais “bem-sucedidos”, apesar de bastante confortável, é vazia de significado.

Já falei disso aqui no blog anteriormente. Mas agora isso tem nome e e está mais explicado :). Os trechos foram retirados de uma entrevista do Luli. Leia aqui – acho que vale a leitura.

Como disse, não consigo concluir esse assunto, mas tenho a certeza que a gente não responde certo. Afinal, o que é a vida? :O
(Ler isso na sexta-feira é sacanagem, hein?)

Meu chapéu na chapelaria

Acho que alguns já perceberam a barra no topo do re’cordis. Trata-se do blogs da chapelaria.org, uma reunião digital de bacanas, e que desde de hoje, faço parte :-).

Basicamente, o objetivo da chapelaria é divulgar o conteúdo gerado por todos os blogs, é o famoso “a união faz a força” (rs). O que difere o conglomerado das panelas entre blogs que existem por aí, é que não existem metas de acesso, $$$, muito menos ranking entre blogs, o que significa que não vamos nos ficar linkando gratuitamente nos posts sem que haja um bom motivo -e interessante- para isso.

O que acho mais foda na chapelaria é que de certa forma, os conteúdos dos blogs se completam. Notem que há desde de blogs de música, passando por carros, publicidade, internet, e até um blog sem tema, que é o re’cordis (rs).

Para formalizar tudo isso, tive que escolher um chapéu, e por motivos óbvios, escolho o de aba curta. Até tentei ilustrar, mesmo que tenha ficado essa bosta (rs). Isso que dar fazendo as coisas correndo.

Recomendo a leitura dos blogs da chapelaria, e esse post no yassuda explicando mais sobre o projeto.

Estamos dividindo certo?

Se procurar pela tag LIFE no flickr, vai achar essa foto. Se perguntássemos para 100 pessoas qual o sentido de vida nessa imagem, poderíamos ter 100 respostas. Para mim, a vida está em nós, no mar bravio, na areia seca e toda a natureza, que nos inclui também :-).

É engraçado que temos o péssimo hábito de nos separar do resto da natureza, tanto que até existem movimentos como “homens em prol da natureza”, como se não fossem ligados. Qual o problema de nos associar a tudo que conduz vida no planeta?

Sabia que o chimpanzé é animal mais próximo do animal ser humano? Achou estranho ser associado como animal? E se pedir para você pensar em: o ser humano é o animal mais próximo do chimpanzé?

Quando olho essa foto, penso se estamos dividindo da forma certa. Explico: para existir vida, essencialmente há de ter um ambiente propício para isso. O mar é ambiente de animais marinhos, terra, terrestres. Até na porra do céu tem vida (rs).

Independente da evolução do ser humano, a nossa concepção tem a ver com outros animais e o meio que dividimos nossas vidas. Nossas vidas são ligadas, e dependentes umas das outras. Não faz sentido mandar e desmandar na única herança que temos do planeta.

Nada mais racional do que afirmar que dependemos mais dos outros animais e do nosso ambiente comum do que de nós mesmos. Não sou ecochato, nunca fui ao forum social mundial, nem sou politicamente ativo, porém, sou sensato.

A propósito, hoje é dia mundial do meio ambiente e também comemoramos no país o dia da ecologia.

Sofri uma entrevista esta manhã

O pessoal do almanaque02 me chamou pra fazer uma entrevista. Falei um pouco sobre o meu trabalho, blog e profissão :-). Quem quiser ler, é só acessar o site aqui.

Enfim, depois da casa montada montei a porta

Depois de pouco mais de 1 ano, finalmente montei a porta do site. Demorou, mas o resultado ficou ótimo :-).
A partir de agora, quem acessar www.murilocampos.com, vai cair nessa página de redirecionamento com os links que interessam do meu pequeno universo online.

Tente agora ! Clique aqui, ou na imagem.
Animação em flash feita por meu parceiro, Michell, da FunctionwebStudio. Gracias :-).

1 ano

É hoje ! É pique, é pique, é pique, é pique, é pique :-).
Foram 70 posts, 4 páginas, 315 tags, 308 comentários, e muita satisfação !

Até me empolguei e fiz um logo (ainda temporário) para 2009. Preciso tomar vergonha na cara (rs). É como dizem: casa de ferreiro, espeto de pau. Vamos recordar: Recordar: Do latim re-cordis, tornar a passar pelo coração. (Eduardo Galeano, O livro dos abraços)

Obrigado por participar do re’cordis, e tornar essa birosca cada vez melhor.

Obrigado, Photoshop

“O Photoshop, uma das mais versáteis ferramentas da era do computador, oferece remédio para problemas, como um balcão de drogaria. Algum problema com um ilustrador incômodo? Photoshop pode eliminá-lo. Um cliente muito exigente e chato? Photoshop dará a ele aquilo que deseja. Precisa desenhar algum objeto especial? Photoshop pode produzir algo que se pareça com arte. Seu talento é mediano? Photoshop pode curar isso num instante. A gama de efeitos do Photoshop inclui montagens e colagens instantâneas, que enchem incontáveis publicações.

“Obrigado, Photoshop, por facilitar que designers e ilustradores preguiçosos e medíocres criem arte preguiçosa e medíocre”
(Steven Heller)

Li esse desafabo no livro O Tipo da Gráfica, do Claudio Ferlauto. Steven Heller pode parecer mais um designer que perdeu emprego por não dominar o Photoshop, mas na realidade ele é um dos mais influentes designers da atualidade.

Concordo com as palavras, mas não com o tom do desabafo. Acho que o digital veio para ajudar o designer, e não para outra função. O problema é que nessa facilidade de usar um programa com cliques de mouse, surgiram os micreiros, que nem ao menos sabem o que significa design, mas empenham a função a um valor que desregulou o mercado.

Sempre acreditei que a parte conceitual do design é o que realmente vale a pena. Prefiro estudar o porquê de uma cor, ao saber passo-a-passo como aplicar algum efeito no Photoshop. Infelizmente, o mercado anda de mãos com apenas um compromisso: $$$, e é aqui que mora a discórdia de toda uma geração de designers e do Steven Heller.

O monopólio do presunto

Estava lendo o jornal quando me deparo com a notícia da possível união entre a Perdigão e  Sadia. Logo, minha primeira reação foi: WTF? Um dos casos de concorrência mais acirradas no país, 2 empresas que viviam se pegando na disputa para ver quem vendia mais presunto. Como poderia imaginar que as empresas agora são amigas íntimas, daquelas que vão no banheiro juntas (rs).

Foi ainda mais estranho ler que a Perdigão está comprando a Sadia, e não o contrário (rs). Quem diria que a eterna “segundona” na realidade tivesse mais din din que a tal líder, que detinha primeiro lugar na lembrança do consumidor (top of mind), marketing share e até preço final ao consumidor mais elevado.

A resposta está aqui: Com a aquisição (da empresa ELEVA, dona da Avipal e Elegê), a Perdigão atinge uma marca histórica: ultrapassa a arqui-rival Sadia em faturamento, tornando-se a maior empresa brasileira de alimentos. Essa notícia é 10/2007, ou seja, eu não me interesso por economia (rs). Quem quiser ler na íntegra, clique aqui.

Mas o que isso afetará os mortais consumidores? Elementar, estamos diante do futuro monopólio do presunto no país do futebol ! Esqueça todas as suas esperanças de comer misto quente no café, ou achar que o pão com presunto do Chaves é um alternativa de pobre para enganar a fome. A gente vai ser forçado a migrar para a mortadela.

A concorrência, como era no caso da Sadia e Perdigão, era saudável para os consumidores, que pagavam menos por algo melhor. Com a junção das empresas, a tendência é o nosso presunto virar uma Telefônica da vida, ou não.

Só nos resta torcer para a Aurora continuar a vender baratinho sem ser esmagada pela super empresa que irá se formar.

Imagem do dia: Ataulfo Alves, o petroleiro

Foto tirada no canal de São Sebastião – Ilhabela no feriado da Páscoa :-).
Para quem não sabe quem foi Ataulfo Alves, clique aqui.

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cachorro pb, da minha lista de favoritos do flickr. Original por vivoandando

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Eu conto histórias das quebradas do mundaréu, lá de onde o vento encosta o lixo e as pragas botam os ovos. Falo da gente que sempre pega a pior, que come da banda podre, que mora na beira do rio e quase se afoga toda vez que chove, que só berra da geral sem nunca influir no resultado. Falo dessa gente que transa pelos estreitos, escamosos e esquisitos caminhos do roçado do bom Deus. Falo desse povão, que apesar de tudo, é generoso, apaixonado, alegre, esperançoso e crente numa existência melhor na paz de Oxalá.
Quem quiser saber meu nome, não precisa nem perguntar. Eu me chamo Plínio Marcos, sou pagodeiro do lugar.

<> Plínio Marcos em Prosa e Samba, nas Quebradas do Mundaréu - 1974 - Samba paulistano da paulicéia desvairada. <>

Atenção: não leia

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