blog re'cordis
27Feb/092

Sacos plásticos são um saco

Hoje li um artigo sobre a questão dos sacos plásticos no Brasil, e as tentativas de solução. Os números são esses: 18 milhões de sacolas plásticas por ano no país, sendo apenas 20% disso tudo reaproveitado em forma de reciclagem ou qualquer outro fim melhor que os aterros sanitários; material demora aproximadamente 500 anos para se decompor (é o tempo que demorou do descobrimento do país até agora - reflitam); a reciclagem é baixa pois além de ser complicada, é cara.

Não sou um ecochato, e entendo que a sacola plástica faz parte da nossa cultura. Usamos diariamente como lixo, para guardar coisas na casa e viagens. Mais que isso, há tempos vemos peças de arte com sacos de lixo, roupas no desfile de moda com sacolas de supermercado, entre outros. Somos assumidamente o país do saco plástico :-) . E isso é bom.

A única coisa que não entendo são as pessoas que jogam sem peso na consciência uma sacola no mar, no rio, nas calçadas. O que custa jogar no lixo? Não precisa separar o lixo para reciclagem, mas jogar fora dele é foda.

No carnaval, aproveitei para mergulhar no canal de São Sebastião, onde há pouco tempo atrás era bem preservado. A surpresa foi ver sacolas plásticas presas às pedras. Vi até a latinha de cerveja do vizinho, safra do carnaval. Alguns animais muito comuns na área como estrelas do mar, bagres, cavalos marinhos e ouriços sumiram.

Voltando à questão das sacolas, alguns hipermercados lançaram versões repaginadas das antigas sacolas de feira, que eram usadas em todo o tipo de compra de alimento, não só na feira. Porém, ao invés de incentivarem a compra das mesmas, ofereceram por um preço de grife. E como fica o consumidor para decidir entre uma sacola de graça e a versão de rico?

Há também um tipo de sacola plástica que se decompõe em 18 meses, mas para isso, é acrescentado um químico, que os próprios químicos dizem ser prejudicial e tóxico para ser produzido em grande escala.

A verdade é simples: não temos uma solução boa o suficiente para nos desfazermos da sacola plástica. Por hora, basta não jogarmos fora do lixo.

Com informações do Estado de S.Paulo, caderno especial Sustentabilidade 27/02/2008

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16Feb/0913

A lei do estacionamento "gratuito" em shoppings

ATUALIZAÇÃO DO POST 13/12/2011

A lei que garante a gratuidade no estacionamento em shoppings NÃO está em vigor.
Lembrando que é uma discussão antiga, com diversas tentativas e leis, mas até agora nada.

Só pra constar que todo ano o blog tem um pico de acessos nesse post, que trata da lenda mór da sociedade. Todo ano é a mesma coisa: surgem boatos por email ou nas redes sociais que a lei estaria aprovada e em vigor, mas a verdade é outra. Por esse motivo mantenho o post atualizado.

Minha sugestão é buscar a confirmação da lei em veículos gigantes de comunicação do seu estado. Em SP, por exemplo, os jornais O Estado de S.Paulo e Folha são ótimos medidores de verdade. Acabei de procurar pela lei, mas nada. Evitem passar vergonha batendo boca com o atendente do estacionamento por uma lei que nunca foi, de fato, confirmada e legal. Bate boca, que aliás, eu tive anos atrás e foi o estopim para eu escrever esse texto.

Outra informação importante é que essas leis estão sendo discutidas em âmbito estadual, ou seja, cada estado terá sua lei de estacionamento em shoppings. Fiz uma busca rápida na internet e achei leis distintas em RS e AL.

Para quem quiser se inteirar com essa discussão, leia o post abaixo e tenha uma postura ativa como cidadão. Os sites dos estados e prefeituras são ótimos para agitar a discussão.

Site do estado: www.sp.gov.br (troque SP pela sigla do seu estado)
Site da prefeitura: www.prefeitura.sp.gov.br (troque SP pela sigla do seu estado)


ATUALIZAÇÃO DO POST 27/11/2009

A lei entrou em vigor no dia 25/11 em todo o Estado de São Paulo, entretanto a associação dos shopping centers entrou com uma ação para declarar a lei inconstitucional e ontem dia 26/11 o juiz da causa deu uma liminar suspendendo a referida lei até o julgamento definitivo da ação, desta forma hoje a lei está suspensa devido uma liminar, não surtindo seus efeitos.
Vamos ter que esperar mais um pouco pra ter esse benefício, e torcer pra não ser realmente decarada inconstitucional a lei.

(Na realidade quem escreveu o trecho acima foi o Ramon, que comentou o post, então estou atualizando aqui com a última posição dessa polêmica toda)

ATUALIZAÇÃO DO POST: 25/11/2009

A partir do dia 25.11.2009, quem estacionar o carro dentro do shopping, tem a possibilidade de NÃO pagar a taxa do estacionamento, desde que PROVE com notas fiscais do DIA que gastou pelo menos 10x mais do que a taxa do estacionamento. Um ponto importante é que a "gratuidade" só vale no período máximo de 6 horas. Além disso, agora temos 20 minutos gratuitos - já vi shopping cobrando depois de 10 e 15 minutos.

Até onde li, os shoppings vão recorrer, então fiquem espertos. O re'cordis torce para que a gratuidade seja mantida :]

Talvez, uma das maiores lendas que assombram nossas caixas de entrada de e-mail, seja a lei do estacionamento "gratuito" em shoppings centers (entre aspas, sim. Explico depois). Aquela coisa que a gente recebe de 6 em 6 meses (rs) - Se gastar 10x o valor do ticket do estacionamento, não é preciso pagar. Infelizmente, continua uma lenda.

Para começar, a palavra "gratuito" não é a melhor forma de definir esse esboço de lei, pois nada é de graça nesse mundo (rs). Sabe aquele shopping que não cobra estacionamento? Pois é, a taxa está nos produtos que você compra, embutida. E caso a lei fosse aprovada - o que é difícil acreditar se tratando de um projeto de 1997 - continuaria sendo "não assim, tipo, não totalmente gratuito".

Desculpem a ironia, mas é sacanagem escrever sobre uma lei que tem até o nome errado (rs). Em tempo: em nenhuma instância teremos estacionamento gratuito. Isso está na categoria de eufemismos de comunicação (ai, minha classe). Sim, é tão deselegante como cobrar R$ 3,00 em 03 detergentes com o seguinte dizer "leve 3, pague 1", sendo que o preço praticado de cada unidade é de R$ 1,00.

Não se sinta traído por seu fabricante de detergente preferido. Eu também já cai nessa, aliás, todos caímos (rs).

Na minha opinião, com uma lei dessas, todos iriam sair ganhando. Para os consumidores, que na teoria deveriam ser os mais importantes da cadeia comercial, comprar um lanche de R$ 10,00 no lugar de pagar taxa de R$ 3,00 de 2 horas, por exemplo. Não precisa nem ser tão gordo, os 10 pila poderiam comprar alguma lembrança para a sua namorada, um pocket book, qualquer coisa mais interessante do que pagar para deixar teu fuscone no estacione. Capital de giro, elementar. Com a compra de um pocket book, até a indústria que faz papel lucra, é uma cadeia gigantesca até chegar no ponto de venda.

Quem lucraria diretamente com essa novidade seriam os comerciantes dos shoppings, que teriam mais consumidores em suas lojas e por conseguinte, mais vendas. Mesmo os consumidores que entraram na lojinha de lembrançinhas apenas para gastar a quantia para não pagar estacionamento, estão consumindo. Lembrem-se, são 10x o valor do ticket. Então em uma compra de um chaveiro de R$ 11,00, por exemplo, R$ 3,00 são para a manutenção do estacionamento, mas o resto é lucro.

Apenas a questão de receber mais consumidores nas lojas já é muito valioso. Um comerciante inteligente, com certeza saberia se aproveitar dessa situação.

Para os administradores do shopping, a mesma renda que mantém o estacionamento funcionando poderia ser obtida por meio de taxações na locação das lojas, ou dos produtos das mesmas. No final das contas, ia dar a mesma coisa para o shopping.

Cegos são os shoppings que ainda não pensaram na imagem positiva da empresa perante o consumidor caso criassem uma esquema parecido com o projeto. Afinal, não é preciso de lei para aplicar esse negócio no seu comércio. Até tem quem faça isso, mas fico indignado com os burros que ainda não fizeram (rs). A questão das pessoas que usariam o estacionamento para ir trabalhar, é facilmente contornável com a obrigatoriedade de mostrar a nota fiscal das compras.

Para os espertos que acham que vão estacionar durante 10h e pagar uma casquinha de sorvete, basta aplicar uma tabela de preços padrão de qualquer estacionamento. 10h são R$10,00. Se quiser nção pagar, vai ter que consumir 100. Simples assim, e melhor que o próprio projeto, que estabelece um máximo de 6 horas no shopping para lidar com os espertos - até eu que não gosto já fiquei mais dentro de um shopping.

Por fim, até o governo ia ganhar com uma lei dessas, pois diminuiria significativamente a sonegação de impostos dos comerciantes, que iriam estar felizes da vida e lucrando com as vendas aos consumidores que iriam exigir a nota fiscal para não pagar a taxa de estacionamento.

Por que ainda não temos essa lei? Convenhamos, não é algo tão complexo como a questão do ser ou não ser. É um projeto de lei federal de 1997 e até agora nada. Agora quando entra em discussão o salário do legislativo, daí resolvem em 1 dia, né? (rs)

Para quem se confunde com a questão de existir ou não leis assim, temos nos estados de SP e RJ leis estaduais que não foram aprovadas em câmara ou vetada por seus governadores. Em todo caso, antes de querer matar o seu governador, de nada adianta  uma lei estadual que é considerada inconstitucional no conjunto de leis federais. Isso a anula totalmente.

Quem quer ver essa lei, tem que batalhar para que seja federal, como o projeto de lei n° 2889/1997.

Por enquanto, continuamos pagando 2x o valor do estacionamento em shoppings e hipermercados, quando compramos (taxa embutida) e quando pagamos na hora de sair do local. Quem duvidar disso, tente imaginar uma situação quando ninguém mais usasse o estacionamento do shopping - ele iria "falir", por acaso? - Seria uma falha muito grave na administração.

Complementando:

Projeto de Lei estadual nº. 35/2005 - São Paulo - vetada pelo Geraldo Alckmin
Projeto de Lei estadual nº. 454/2007 - São Paulo - vetada pelo Gilberto Kassab
Projeto de Lei estadual nº. 1209/2004 - Rio de Janeira - até onde consegui informações, aprovada porém considerada inconstitucional

Resolvi escrever esse post depois da terceira tentativa de não pagar o estacionamento no shopping quando recebi por e-mail a informação que a lei estava aprovada.

Na próxima vez, irei confirmar se a lei realmente está aprovada (rs).
Acessem www.prefeitura.sp.gov.br para leis estaduais de SP, e www.camara.gov.br para federais. Quem for de outro estado, apenas troque SP pela sua sigla.

11Feb/0914

Magrela vs São Paulo – Parte 2

Vocês viram?

Uma boa notícia para quem anda de bicicleta em São Paulo :-)
Pena que precisou acontecer uma tragédia (leia aqui) para a gente discutir o assunto. Infelizmente, é assim que a sociedade funciona.

O projeto dos bicicletários no Metrô é uma parceria com a rede de estacionamentos Estapar, que aos poucos (para nao dizer quase parando) foi disponibilizando espaços para empréstimos e estacionamento de bicicletas. No último mês, foram entregues mais 6 bicicletários, somando 15 no total.

Mais informações aqui.
E viva a magrela!

Atualização: leiam os comentários do post que tem mais informações.

6Feb/095

Pidgin, camaradas

pidgin

Em se tratando de software, sou de esquerda :-)
Lembre-se que antigamente, até para ganhar "acesso" à internet era pago. Aliás, até na pré-internet, quando a gente se divertia com as BBS (Bulletin Board System) - as melhores eram pagas, enfim, o mundo virtual era na base do credicard, e isso não era muito legal.

Aos poucos o pessoal barbado do mundo virtual começou a se mexer, e desde então, muita coisa mudou para melhor. A grande sacada da ideologia do software livre é enxergar que a internet é livre, e que por meio dela, temos poder. Até o garoto nerd de 15 anos com espinha que sonha com dragões e night elves (rs).

Pois bem, pois bem. Não vamos nos aprofundar na questão comportamental e ideológica nesse post. Só queria indicar um bom programa de IM (Instant Messenger), mas antes: pausa para introdução histórica.

Era uma vez, em uma internet não tão distante, o pioneiro dos mensageiros, o ICQ (pronuncia I SEEK YOU) era de longe a coisa mais legal e mudérna que alguém poderia ter. Relativamente, muito mais cool que twitter hoje (rs). Bons tempos.

O meu UIN é 385207. Isso mesmo, apenas 6 digítos e sem uso desde que surgiu o MSN, da Microsoft. Nesse episódio da internet, o Messenger surgiu com investimento em publicidade, e basicamente, era um programa que fazia a mesma coisa que o seu antecessor, mas com uma carta na manga: suporte à foto como avatar. Até hoje me questiono como o ICQ não correu atrás.

Depois disso, surgiram muitos outros IMs, como jabber, AIM, e gtalk, porém o MSN continua invicto, mesmo com a pior interface lotada de publicidade. Por esse motivo, sempre busquei uma alternativa, e hoje indico o Pidgin, pois é bem completo.

"pid-gin n. Uma forma simplificada de discurso que é geralmente uma mistura de 2 ou mais línguas, com gramática e vocabulário rudimentares, e usado para comunicação entre grupos que falam línguas diferentes." - The American Heritage Dictionary

Apesar do logotipo não ser muito inspirado, o nome é perfeito para definir o Pidgin!

O programa surgiu com o nome "gAIM", que era o cliente AIM para usuários Linux, mas como ficou popular, acabou sendo desenvolvido e se transformou em algo maior, uma excelente alternativa para qualquer tipo de sistema operacional ou IM.

O Pidgin é um software que consegue colocar na mesma lista AIM, Bonjour, Gadu-Gadu, Google Talk, Groupwise, ICQ, IRC, MSN, MySpaceIM, QQ, SILC, SIMPLE, Sametime, XMPP, Yahoo! e Zephyr. Ufa! Em outras palavras, se você tem contatos em mais de um IM, não precisa ter 10 programas instalados, use apenas 1.

Mais alguns motivos para você tentar:

. Software livre
. Desenvolve-se mais rápido que clientes particulares, como MSN
. Add-ons, plugins e skins
. Totalmente customizável
. Sem publicidade chata na interface

Experimente.

Obs: já reparou que a Microsoft é dona dos piores nomes de softwares? (Essa aprendi com o Michelan)
- Um sistema operacional com interface em janelas: Windows
- Editor de texto: Word
- Mensageiro: Messenger
- Navegador para internet: Internet Explorer

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2Feb/096

O que os novos piratas têm a ver com o Creative Commons?

pirates-dilemma
O ícone do pirata foi recriado: lâmpada (ideia) no lugar da caveira, e setas representando a troca de conteúdo. Até o lendário FAKE está presente (rs)

A imagem acima é parte da capa do livro The Pirate's Dilemma, que analisa a questão da pirataria na internet e sugere uma saída: empresas que perdem dinheiro com isso, como grandes gravadoras, deveriam assumir uma postura de concorrência, propondo uma oferta mais interessante para o consumidor - um CD com um encarte realmente bacana, por exemplo, ao invés de sair por aí processando quem promove a troca de MP3.

Não é preciso ser um gênio para pensar numa ideia dessas, ainda mais quando se acompanha a trajetória das grandes gravadoras na batalha contra a MP3. É sábido que processar metade da internet só piorou a situação, agravando ainda mais o prejuízo de dinheiro e imagem da empresa perante o consumidor.

Essa geração da internet quer ver soluções criativas, e não um bando de executivos com medo de perder dinheiro se protegendo por trás de leis de 200 anos atrás. A internet se renova em um intervalo de tempo alucinantemente pequeno. É óbvio que as leis não são adequadas para a internet, e tentar adequá-las é ainda pior.

Precisamos na verdade é de uma nova diretriz :-) . Voto pelo projeto Creative Commons - saiba porquê:

Resumidamente, o CC (Creative Commons) é um sistema de licenças que sinaliza e promove a geração de conteúdo intelectual, que teve uma explosão com a internet.

Lembra do famoso © ? É o ícone que representa o copyright, conhecido também como licença autoral ou "todos os direitos reservados". Apesar da simplicidade, poucos respeitam. Se você fizer uma paródia em cima de um jingle da TV, por exemplo, pode ser processado (rs). Claro que isso não acontece na prática, mas vira e mexe acontece alguns processos em cima de barulhos maiores, como a figura que disponibilizou filmagens raras da Globo no Youtube.

Entre "todos os direitos reservados" e "nenhum direito reservado" (domínio público) existia um grande buraco, e foi aí que o CC entrou em cena. O projeto enxergou essa falha que dificultava a recriação e reprodução criativa de conteúdo, então sugeriu o "alguns direitos reservados".

Utilizar o CC é concordar que a maior riqueza do homem é seu conteúdo intelectual, e este, pode ser multiplicado sem necessariamente estar envolvido com dinheiro. Esse é o perfil da nossa geração, que busca prazer no trabalho em 1° lugar e não apenas retorno financeiro. É a geração que gera conteúdo, que está reinventando o capitalismo e que se interessa por assuntos ecológicos.

O projeto Creative Commons não vai salvar as empresas da pirataria da internet, mas usar seu exemplo como base para uma nova diretriz, é um começo. É compreender que o mundo não está mais disposto a comprar tudo o que lhe é oferecido da mesma forma que era feito há 30 anos. O ponto inicial é identificar e tentar falar a mesma língua dessa geração.

Alguns exemplos (retirados do LINK, via Estadão):

. Cansados de lutar contra vídeos postos por fãs na internet, o grupo Monty Phyton criou um canal gratuito em seu site. Com isso, as vendas dos DVDs cresceram 23.000%.

. Em 2003, Madonna espalhou pela internet, faixas fakes de seu disco American Life. Quem abria ouvia a cantora falar "Que merda você está fazendo?". Adivinha o resultado? O disco se manteve disponível para download na internet e a frase virou paródia contra ela.

Sei que é complicada e polêmica a questão da pirataria na internet. Eu mesmo não gostaria de ver alguma ilustração minha sendo vendida silkada em camisetas no camelô mais próximo (conheço casos assim), mas processar a galera sob as leis arcaicas definitivamente não é a solução.

Existe uma tese que diz que o caos, apesar de ser caos, tem a sua organização. É como um quarto bagunçado onde você acha suas coisas :-) . Partindo desse pressuposto, a internet é um caos organizado por leis próprias, e leis de fora não são bem-vindas. Seria como sugerir ao dono do quarto bagunçado que arrumasse tudo. Imagina a cara feia dele (rs).

Não defendo a anarquia digital (rs), e nem concordo que a internet seja terra de ninguém, mas acredito que para tentar organizar esse caos, a ideia tem que partir da internet, um grande bom censo coletivo que não tem presidente nem é regional.

Insistir nessa fórmula, é repetir o erro da criação do Estado de Israel. Não deu e, provavelmente, nunca irá dar certo.
A internet contempla o conteúdo intelectual. Tem gente que ganha dinheiro com isso e tem gente que perde. Escolha teu lado.

Como utilizar o Creative Commons:

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Attribution / Atribuição - você precisa dar o CRÉDITO ao autor da obra em caso de reprodução.
O BY: é a versão antiga, e o do homem é o novo ícone para atribuição.

creative-commons-sharealike

Share Alike / Compartilhe igual - se você usar alguma obra com esse ícone, tem que disponibilizar o trabalho sob uma licença igual a a ela. Desse modo, não há como recriar alguma imagem e depois fechar com copyright, entre outras.

creative-commons-noncommercial

Noncommercial / Não comercial - obra protegida para fins COMERCIAIS.

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No derivative works / Sem trabalhos derivados - obra não pode ser alterada, mas pode ser copiada, reproduzida, etc.


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