blog re'cordis
28Sep/095

Imagem do dia: a verdade é que você mente todo dia

Frase boa em um muro perto da minha casa que me fez parar e refletir: será que mentimos todos os dias? Eu, pelo menos, não. Embora devo admitir que hoje contei uma mentira faz 30 minutos (rs).

Dei uma googlada mas não achei o responsável pelos pixes, mas algo me diz que foi a mesma pessoa do o amor é importante, porra. E tem mais: essa foto eu tirei na rua amâncio de carvalho, e por esse blog descobri que está em muitos cantos da cidade.

ATUALIZAÇÃO: 05/10
Uma fonte segura me alertou sobre a possibilidade não remota, em torno de 99% de chance, dessa intervenção ser parte da campanha do publicitária da série Lie to Me, ou seja, eu, publicitário, fiz o que o pessoal que trabalha com esse tipo de comunicação quer: gerar mídia espontânea (rs), mas como sou bom brasileiro e não desisto nunca, vou deixar o meu achismo a 1% registrado.

25Sep/093

Quando mais é menos

Esse post é inédito no re'cordis por 2 motivos: é o 1o post que não fui eu que escrevi, e pelo fato de não ter imagem para ilustrar.

Hoje li um texto bem legal do Nelson Motta no Estado de S.Paulo. Depois de ter lido, relido, e relido novamente, fiquei com a incômoda sensação de concordar com tudo o que foi escrito. Talvez até tivesse escrito o que foi escrito, se ele não tivesse pensado primeiro (rs).

Enfim, leiam, pois vale a pena ;-) .
(apesar de ter lido no Estado, retirei o texto pelo Globo na internet)

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Quando mais é menos

Com todo o poder, dinheiro, independência e liberdade que conquistaram nas últimas décadas, as mulheres estão se sentindo menos felizes agora do que nos anos 60. Cinco pesquisas mundiais diferentes revelaram os mesmos e tenebrosos resultados: independentemente de classe social, estado civil, de ter filhos ou não, em todos os lugares, as mulheres estão se sentindo cada vez menos felizes. E os homens, mais. Será que a revolução feminista acabou beneficiando mais os homens do que as mulheres?, sibila Maureen Dowd, minha víbora favorita, no "New York Times".

As mulheres vão se sentindo menos felizes à medida que vão envelhecendo, enquanto com os homens acontece o contrário. Elas começam a vida mais felizes do que eles, e terminam menos. Sob a ditadura da boa aparência, o peso da casa, de marido e filhos, e agora da competência profissional e da carreira, elas sofrem mais a ação do tempo. Na América obcecada por beleza e juventude as Barbies Frankenstein se multiplicam.

As pesquisas revelam também que a menor contribuição para a felicidade das mulheres vem dos filhos. Algumas, poucas, já admitem que seria melhor não ter tido filhos, ou que foram eles os destruidores de sua felicidade.

O principal motivo da felicidade dos homens é a prosperidade, pré-crise, é claro. E o alívio nas contas, porque as mulheres passaram a participar mais do orçamento familiar. Cada vez menos mulheres são dependentes de homens, e eles acham ótimo. E embora hoje os homens ajudem mais nos trabalhos da casa e com os filhos, isto não as fez mais felizes. Elas passaram a trabalhar tanto, a fazer tanto, que têm cada vez menos tempo para sua especialidade: sentir.

Para competir no mundo corporativo masculino, as mulheres se exigem mais, são mais rigorosas com os outros e com elas mesmas do que os homens, são mais passionais e estressadas do que eles. As pós-feministas reconhecem a insatisfação feminina e tentam explicá-la como um paradoxo: é justamente esta recém-conquistada abundância de liberdade de escolhas que as faz menos felizes. Mais liberdade, menos felicidade. Afinal, o que querem as mulheres?

Nelson Motta

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23Sep/092

Imagem do dia: tempestade de areia em Sydney

Uma das fotos do acervo tirada no dia 23/09, quando uma tempestade de areia transformou a capital da Austrália em uma grande cidade sépia.

Não deixem de ver o resto das imagens clicando na foto acima. Já no site, algumas fotos possuem um "antes e depois" clicando em cima dessas, é possível ver a mesma cena depois que a tempestade passou. >> via reno_i

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16Sep/093

Dia mundial sem carro

Próxima terça-feira, dia 22 de setembro é o dia mundial sem carro. Pelo terceiro ano consecutivo vou deixar a caranga na garagem e usar o transporte coletivo para chegar onde preciso ;-) .

Vamos ver, terça tenho que fazer a heróica missão de estar às 19h no SENAC LAPA, ou seja, no fim do mundo em pleno rush. Vou pegar metrô da paraíso até barra funda, e depois trem até a lapa.

Por mais que o transporte público seja péssimo, é só um dia, não custa nada participar. No final das contas, é só um lembrete que os carros não são o nosso futuro como meio de transporte na cidade.

Quem gosta de pedalar, sugiro ir em um dos muitos passeios de bike comemorativos que vai rolar em sampa. Infelizmente neste ano só poderei participar deixando o carro, mas de qualquer maneira tem até uma programação completíssima que começa já amanhã (quinta).

12Sep/092

A função da arte

Tive um professor na faculdade que fazia orientação para o meu trabalho final. Em um de nossos encontros, ele contou a história (abaixo) para explicar um pensamento que iria ajudar no meu projeto.

Achei incrível, e tive que até comprar o livro (rs). Passaram-se anos e então tive que desenhar com tema livre. Lembrei.

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovakloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: – Me ajuda a olhar!

A função da arte/1 - O livro dos abraços / Eduardo Galeano

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7Sep/094

Imagem do dia: inspiração

Acho que o designer que criou o logotipo do Playcenter ficou muito tempo olhando para a sua mesa ;-) .

Dica do meu irmão, o arauto do modem, Tiésari.

3Sep/095

Videolocadora não é programa de índio

Às vezes é engraçado lembrar de como as coisas eram antigamente. Lembro que minha mãe comprou um videocassete da Gradiente, na época, era um dos melhores aparelhos do mercado com uma super velocidade para rebobinar de 4x (rs).

Não esqueço da emoção que foi entrar em uma locadora, umas das pouquíssimas que existiam, e escolher entre tantos filmes incríveis - digo, porque na TV aberta, só passava merda, né?

O filme escolhido para a grande estréia foi E.T, o extraterrestre, um clássico de 1982 devidamente transformado em fita VHS. Para melhorar ainda mais, chamei os amigos e fizemos uma pipoca - na panela - porque ainda não existia microondas ;-) .

Por que estou falando disso? - Essa semana li um artigo no LINK, do Estadão, falando sobre a eminente extinção das videolocadoras físicas. Com a internet, a tendência é que baixemos os filmes em versão digital, o que seria mais rápido, seguro, prático e barato.

Acredito que daqui a algum tempo, videolocadoras físicas serão um nicho de mercado tão pequeno como as lojas que vendem discos de vinil. Não é mais somente alugar um filme. As pessoas irão para passear, relembrar filmes antigos ou para conversar com o dono da locadora.

O intuito deste post não é discutir o que vai acontecer, mas recordar um pouco desse nobre passeio que é ir sábado à noite na locadora (rs).

Não sei vocês, mas acho extremamente sem graça assistir a um filme no monitor do computador. Mesmo quando baixo pela internet, acabo gravando em um DVD-RW e assistindo na TV, esparramado pelo sofá e acompanhado de algum quitute, como pipoca.

O que acho mais legal de ir a uma locadora, é a quantidade de filmes para escolher. Gosto da ideia de visualizar -e poder pegar- na capa do filme, ler a sinopse, discutir com o dono da locadora (rs). Sempre que vou fico pelo menos 1/2 hora escolhendo um filme.

Tem dia que estou a fim é de ver um clássico, então nem olho para a seção de lançamentos. Tem dia que depois de tanto procurar, acabo cedendo às dicas do pessoal da locadora. Existe coisa mais frustante do que ir seco para alugar aquele filme e chegando lá você descobre que todas as cópias estão locadas?

Quando chegar o dia em que não houver mais a locadora na esquina da minha casa, vou sentir saudades dessas coisas!

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