blog re'cordis
16Jun/101

Aproveite você mesmo

(foto original de photo61guy)

Antes de começar o post de verdade, deixa eu criar o momento blogueiro-dando-desculpas-aos-seus-leitores. Pois é, faz quase 2 meses que não atualizo o blog. Aconteceram algumas coisas nesse meio tempo como 2 anos de vida do re'cordis, abri uma empresa de comunicação com mais dois amigos, e acho que uma leve depressão. Tudo isso me fez repensar algumas decisões que tinha tomado, mas acho que me encontrei.

Um tema que gostaria de ter falado faz tempo, estava lá, em algum rascunho antigo guardado no fundo do armário. Na verdade nunca consegui transformar isso em post. Talvez por ser muito íntimo, ou por ser difícil de escrever, mas depois que tentei "mais ou menos" explicar para uma amiga - e acho que deu certo - quero compartilhar com vocês. Trata-se da minha atual filosofia de vida.

Em um certo momento da minha vida, concluí que muitas coisas que gostaria de ter feito, eu não fiz. São coisas que acredito serem importantes, e isso cria uma lacuna, um vazio. Nunca viajei para fora do país, nunca me apaixonei à primeira vista, nunca virei a noite e fui direto para faculdade/trabalho. Minha lista "a fazer" é grande, mas acho que deu para entender, né?

Acho que todos conhecem aquela frase "Aproveite hoje como se fosse o último dia da sua vida". Ok, é um pouco exagerada, não levemos ao pé da letra, mas a essência da frase é bacana: intensidade. Minha filosofia de vida atual é ser mais intenso.

Imaginem-se crianças vendo um pote em cima do armário. Está tão alto, e você é tão pequeno que para chegar nele precisa empilhar cadeira em cima de mesa e fazer literalmente uma escalada. Mas a sua vontade de ver o que está dentro é grande, e você não mede as consequências, afinal, você é criança, ingênua, e tem curiosidade. No final das contas, a criança descobre o interior do pote, ou vai cair e quebrar a perna, mas por mais que tenha feijão velho lá dentro, hoje eu acredito que vale a pena subir.

O que quero dizer, é que amadurecemos e ficamos sem graça, velhos. Não é síndrome de Peter Pan ou algo do gênero, mas realmente andamos com 2 pés atrás em tudo. Se você tivesse a maturidade que tem hoje no corpo da criança do pote, eu diria que provavelmente não iria subir para ver o que tem lá dentro. Ia pensar em um monte de coisas e avaliar os riscos. Ia calcular que poderia quebrar a perna, que  a cadeira poderia tombar, que iria atrapalhar no emprego com o braço quebrado, que poderia não valer a pena.

Avaliar se poderia valer a pena é a maior besteira que já inventamos, pois só temos consciência disso depois de feito. E digo mais: grandes recompensas são conquistadas com grandes ações, e certamente com altos riscos. Você não vai ouvir "eu te amo" fazendo um cafuné na sua namorada. A sua recompensa pelo cafuné, vai ser um cafuné, ou algo assim. Tudo é  uma troca, e a intensidade das suas ações resultam na intensidade das reações. Acredito nisso.

Acredito que devemos aproveitar o momento. Aproveitar enquanto é jovem, aproveitar enquanto é velho, aproveitar enquanto pode. Ontem eu pisquei os olhos, e quando abri estava 5 anos mais velho. O tempo tem disso, e sei que muitas coisas que gostaria de fazer, só conseguirei fazer agora, enquanto não estou preso, sem raízes profundas. Viajar sem dinheiro para voltar, pode soar loucura, mas quero sentir o gosto disso, e não vou poder fazer em alguns anos.

A ideia não é lutar contra o tempo, afinal, temos suficiente para fazer tudo, ou quase tudo. Deixemos de ser medíocres - não tenha medo de abrir sua tão desejada empresa, mesmo que os fatores apontem para o fracasso, se tiver vontade de falar eu te amo no segundo encontro, fale, não guarde com você. Nem tudo dá certo, mas é preferível quebrar a perna do que frustrar o resto da vida tentando imaginar o que tinha naquele pote.

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Comments (1) Trackbacks (0)
  1. Posts que ainda estão em rascunho…. depois de ficar muito tempo sem atualizar nada no meu blog também vi que tinha vários…uns 19 rascunhos inacabados, aquela pensamento que você tenta passar em palavras mas não consegue…


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