Ranking das melhores trilhas sonoras de filmes (tema principal/main theme)
Às vezes tenho a impressão de que não se faz mais trilhas sonoras como antigamente :}
Será que esgotamos todas as possibilidades? Se tiverem curiosidade, busquem aqueles filmes bem blockbusters lançados recentemente. Na minha opinião são temas que a gente acaba até esquecendo. O tema de Indiana Jones, por exemplo, você assobia agora se quiser, mas não consegue a mesma coisa com um filme que fez bastante sucesso como Senhor dos Anéis ou À Espera de um milagre.
Antes de começar, só queria deixar claro que tudo relacionado às artes é bem pessoal, então não me matem caso não concordem com essa lista :}
21. Jurassic Park
20. Batman 1989 (primeiro filme)
19. O guarda-costas
18. Matrix
17. Titanic
Ok, eu admito que está nessa posição pois não gosto do filme rs.
16. Halloween
15. Gremlins
14. E.T
13. Jaws
e 25 segundos do clímax da música
12. Super Homem
11. Família Adams
10. Pulp Fiction
9. 2001 Uma Odisséia no Espaço
8. De volta para o futuro
7. Rocky
6. James Bond
5. Ghostbusters
4. Indiana Jones
3. Missão Impossível
2. Pantera Cor de Rosa
1. Star Wars
Ok, admito que é impossível fazer uma lista. Na minha opinião tem uns 6 temas que deviam estar no primeiro lugar.
Essa lista está aberta à opiniões ! Se esqueci de algum clássico comente o post que eu vou atrás
E agora alguém me responde qual o motivo de lembrar e cantar temas de filmes de 20 anos atrás e não lembrar do filme que vi no final de semana?
Critérios utilizados: só filmes / não vale animações, nem desenhos, nem seriados e nem séries
As maiores farsas da história da fotografia
Há um tempo atrás estava conversando com um amigo fotográfo, que contou histórias sobre algumas das fotos mais famosas do mundo, que podem ser na verdade, grandes farsas. São fotos mundialmente famosas, que ganharam prêmios e são reproduzidas até hoje como ícones da fotografia.
As fotos são polêmicas, assim como as histórias por trás delas, mas não é por isso que vamos transformar esse post em uma arena ok? A ideia é apenas reunir as fotos, e cada um tira a conclusão que quiser, afinal, quem sou eu para resolver essa polêmica que já dura décadas :]
"O beijo do Hotel de Ville"
Para começar, vamos olhar a foto que mais vendeu reproduções na história. Foi tirada em 1950, na França. A polêmica é devido à intrigante história com a que foi descrita durante muitos anos: segundo contava-se, esta foto foi tirada fortuitamente por Robert Doisneau enquanto encontrava-se sentado tomando um café. O fotógrafo acionava regularmente sua câmara entre as pessoas que passavam e captou esta imagem de amantes beijando-se com paixão enquanto caminhavam no meio da multidão. Esta foi a história que se conheceu durante muitos anos até 1992, quando dois impostores se fizessem passar pelo casal protagonista desta foto. No entanto o Sr. Doisneau indignado pela falsa declaração, revelaria a história original declarando assim aquela lenda: a fotografia não tinha sido tirada a esmo, senão que se tratava de dois transeuntes que pediu que posassem para sua lente, lhes enviando uma. cópia da foto como agradecimento. (com informações de nomegratis.com)

“A Morte do Soldado Legalista”
Foto que levou um prêmio Politzer, é de autoria de Robert Capa, que cobriu muitas guerras, inclusive tendo desembarcado junto aos aliados no histórico Dia D, e não morreu ! (rs). Nessa ocasião, depois da loucura de cobrir o desembarque na Normandia, mandou revelar as fotos, mas com a maior zica do universo, o revelador cometeu um erro e acabou destruindo quase todas as fotos, deixando apenas 4 das muitas que tinha tirado. Bom, voltando à polêmica, "A Morte do Soldado Legalista" foi registrada em 1936 em plena Guerra Civil Espanhola, mostrando o momento exato em que o soldado foi atingido por uma bala. Muitos acreditam que foi encenação, pois com o equipamento da época, era impossível registrar movimentos bruscos. (com informações de fotoclubeprudente.com).

“Raising the Flag on Iwo Jima”
Uma das fotos mais famosas do mundo, dúvido que alguém nunca tenha visto (rs). Supostamente mostra o momento em que os soldados aliados tomam a montanha Suribachi, no Japão durante a 2a Guerra Mundial, episódio conhecido como Batalha de Iwo Jima.
A foto realmente é linda, mas tudo pode não ter passado de uma encenação organizada pelo fotográfo, o também premiado Joe Rosenthal. A 1a foto é a famosa, e a 2a na sequência é a "verdadeira" fotografia que registra o momento dos soldados fincando a bandeira no solo. (com informações de forum.mundofotografico.com.br).

Quando um comercial emociona
Contar uma história em 90 segundos e ainda emocionar. Estou impressionado com esse comercial, e orgulhoso de trabalhar com publicidade :] - acho que faltam mais comerciais desses na nossa TV (rs). Dica do @radarsocial via twitter.
TOP 10 Filmes Animes
Esse é de longe o post mais demorado da história do blog! Demorei meses para poder escrever, mas finalmente posso dar a minha resposta a um post do site screenhead que causou polêmica entre os fãs de animes, animações, desenhos e Disney. O nome do post é "Top 10 Anime Movies that surpass Disney by lighy years", ou em bom português: Top 10 Filmes Animes que estão anos luz à frente da Disney.
Da lista do screenhead, faltava ver metade dos filmes, e foi isso que fiz, além de ter assistido novamente os que por ventura já tinha visto :]. O resultado final é uma nova lista TOP 10 baseada no post do site.
Antes de começar, gostaria de dizer que acho impossível essa comparação entre Disney (animações ocidentais) e Animes (animações japonesas). Pra começo de conversa são 2 culturas totalmente diferentes, sem falar que os japoneses são mutcho loucos (rs). As histórias da Disney são mais simples, tanto que conseguem ser acessíveis para uma criança de 8 anos ao mesmo tempo que fazem uma mulher de 50 anos chorar no final, já os animes made in japan são bem a cara da cultura deles, a simplicidade se funde com a sofisticação das histórias, e acredito que muitas vezes é trabalho impossível um ocidental compreender 100% um anime.
Deixa de polêmica e vamos a lista:
10 - Ghost in a Shell (1995)

É um dos mais famosos animes, e acho que está na minha lista de "animes difíceis de compreender para ocidentais", pois vi anos atrás e revi para poder escrever esse post e continuo não achando muita graça. Cyberpunk, androides e ficção científica, um clássico.
9 - 5cm por segundo (2007)

É a animação (aqui incluindo ocidental e oriental) que tem o visual mais espetacular que conheço. O formato é diferenciado da narrativa clássica americana que estamos acostumados, e além disso trata de coisas "banais" perto das histórias incríveis que estamos acostumados a ver em um filme, eu diria que a história é muito próxima de nossas vidas, mas o anime consegue a proeza de mostrar uma nova visão para o rotineiro. Eu particularmente ainda continuo adepto das histórias mais que incríveis, mas recomendo o 5cm só pela qualidade do desenho.
8 - Meu amigo Totoro (1988)

Outro clássico made in japan. Entrou na lista por uma coincidência: enquanto estava baixando e vendo os animes da lista, li um artigo na Time Out London que citava os 50 maiores filmes animados da história. Meu amigo Totoro está em primeiro lugar, e como nunca tinha visto resolvi por assistir. O filme cria um mundo imaginário e fantasioso, que na minha opinião formam os melhores animes.
7 - Afro Samurai (2007) e Afro Samurai Ressurection (2009)

São 2 filmes mesmo, ou na verdade quase isso, pois o 2007 são 5 episódios que quando juntos viram um filme (nem dá pra perceber a diferença rs). A história é centrada na cultura samurai do japão, em uma época que as pessoas decidem qual é o melhor lutador. Nesse mundo, há bandanas numeradas, sendo que somente a pessoa que veste a número 3 pode desafiar o número 2, e por aí vai.
É um anime bem violento com banhos de sangue, dublado por atores americanos como Samuel L. Jackson, e RAP como trilha sonora. Uma mistura bem diferente, mas acho que foi feliz :].
6 - Paprika (2006)

A história é sobre uma máquina que consegue visualizar sonhos, mas alguém toma posse da máquina e começa a invadir os sonhos de outras pessoas. No final, é criado um novo mundo estranho e surreal. É um filme com muitas reviravoltas e playbacks, então tem que assistir prestando bastante atenção para não se perder!
5 - Princesa Mononoke (1997)

Em uma aldeia isolada no japão feudal, um deus (no formato de um javali) entra em estado de fúria possuído pelo ódio de sua parte demoníaca, e começa a marchar contra a aldeia. Um rapaz defende a sua vila, mas é ferido no braço, e esse ferimento logo se transforma em uma maldição: ele tem os dias contados até morrer, e então parte sozinho em busca de cura. É uma epopéia em um mundo onde os deuses são os animais (lobos, javalis, etc), e a tensão com os humanos (modificando o meio ambiente).
4 - Akira (1988)

O pioneiro, o mais clássico, o que abriu as portas para a animação japonesa no mundo inteiro. Ficção científica, violência e uma história sofisticada. É um must see para qualquer um que goste de filmes.
3 - O Castelo Animado (2004)

Está no rol das aventuras que só um japonês poderia ter criado. Mundo imaginário e fantástico, trama, suspense. Vi no cinema e não me arrependi :]. A animação do castelo em si já é incrível.
2 - Tokyo Godfathers (2003)

A melhor contribuição do post polêmico do screenhead. Um filme que não conhecia, e valeu muito ter assistido. Conta a história de um bebê deixado no lixo durante o Natal em Tóquio e recolhido por 3 mendingos. A partir desse ponto, a vida de todos os personagens se junta, e eles vão mudando conforme os acontecimentos. Da minha lista é o que mais me surpreendeu e emocionou com uma história aparentemente boba.
1 - A Viagem de Chihiro (2001)

Uma viagem surreal, com personagens surreais, história surreal, enfim, um filme que só é possível porque Deus criou os japoneses malucos :]. Incrível do começo ao fim.
Imagem do dia: a verdade é que você mente todo dia

Frase boa em um muro perto da minha casa que me fez parar e refletir: será que mentimos todos os dias? Eu, pelo menos, não. Embora devo admitir que hoje contei uma mentira faz 30 minutos (rs).
Dei uma googlada mas não achei o responsável pelos pixes, mas algo me diz que foi a mesma pessoa do o amor é importante, porra. E tem mais: essa foto eu tirei na rua amâncio de carvalho, e por esse blog descobri que está em muitos cantos da cidade.
ATUALIZAÇÃO: 05/10
Uma fonte segura me alertou sobre a possibilidade não remota, em torno de 99% de chance, dessa intervenção ser parte da campanha do publicitária da série Lie to Me, ou seja, eu, publicitário, fiz o que o pessoal que trabalha com esse tipo de comunicação quer: gerar mídia espontânea (rs), mas como sou bom brasileiro e não desisto nunca, vou deixar o meu achismo a 1% registrado.
Você está aqui para ser feliz
Esse é um post diferente. Diferente porque nunca coloquei um comercial daqueles inspirados, mesmo sendo publicitário.
Na verdade é uma dica que li via @cassita (sim, tenho twitter rs), e gostei demais da mensagem. Apenas dêem play e fiquem felizes por estarem por aqui
.
Obrigado, Photoshop
"O Photoshop, uma das mais versáteis ferramentas da era do computador, oferece remédio para problemas, como um balcão de drogaria. Algum problema com um ilustrador incômodo? Photoshop pode eliminá-lo. Um cliente muito exigente e chato? Photoshop dará a ele aquilo que deseja. Precisa desenhar algum objeto especial? Photoshop pode produzir algo que se pareça com arte. Seu talento é mediano? Photoshop pode curar isso num instante. A gama de efeitos do Photoshop inclui montagens e colagens instantâneas, que enchem incontáveis publicações.
"Obrigado, Photoshop, por facilitar que designers e ilustradores preguiçosos e medíocres criem arte preguiçosa e medíocre"
(Steven Heller)
Li esse desafabo no livro O Tipo da Gráfica, do Claudio Ferlauto. Steven Heller pode parecer mais um designer que perdeu emprego por não dominar o Photoshop, mas na realidade ele é um dos mais influentes designers da atualidade.
Concordo com as palavras, mas não com o tom do desabafo. Acho que o digital veio para ajudar o designer, e não para outra função. O problema é que nessa facilidade de usar um programa com cliques de mouse, surgiram os micreiros, que nem ao menos sabem o que significa design, mas empenham a função a um valor que desregulou o mercado.
Sempre acreditei que a parte conceitual do design é o que realmente vale a pena. Prefiro estudar o porquê de uma cor, ao saber passo-a-passo como aplicar algum efeito no Photoshop. Infelizmente, o mercado anda de mãos com apenas um compromisso: $$$, e é aqui que mora a discórdia de toda uma geração de designers e do Steven Heller.
O fascínio que algumas marcas conseguem exercer nas pessoas

Toda empresa tem uma marca, até mesmo os botecos sujos têm. Mas o que faz uma pessoa, por exemplo, tatuar o logotipo da Puma em seu corpo? Por que as pessoas tatuam Puma e não Adidas? Como um relógio chamado Rolex consegue ser mais caro que uma casa?
A imagem acima ficou famosa na internet, porque mostra o quão ridículo é essa adoração pelas marcas. É quase como um "o amor é cego" rs. Por que caralhos alguém vestiria um maiô com a maça da Apple?
Vamos começar pelo ambiente profissional, mais especificamente com publicitários e agências de publicidade. É de conhecimento popular que nós adoramos os produtos da Apple acima de tudo. Ouso dizer que, no meio, o lançamento do Iphone foi a segunda maior invenção do homem depois da televisão rs.
Até aí, tudo bem. Cada um tem seu gosto e suas loucuras, porém, a adoração pela maça ultrapassa o bom senso - explico: quando trabalhamos com publicidade, temos um público a atingir, que chamamos de público-alvo, e, é óbvio que quanto mais próxima a mensagem for do receptor, melhor.
Agora imagina um panorama que uma empresa produz um software antivírus, e para anunciar ao mercado a notícia, pede a sua agência que crie uma campanha publicitária. O público do produto é composto por homens de 29-49 anos, usuários de notebook, empresários, e não entendem nada de computador, mas sabem que é preciso proteger os dados de vírus, spywares, etc.
Uma das peças da campanha, é um anúncio bonitão 1 página na revista de maior circulação do país. Ela mostra um homem de terno em um ambiente de trabalho lendo seus e-mails. LINDO ! A montagem é óbvia, mas é isso que significa aproximar a mensagem do receptor.
Infelizmente, os publicitários deixaram a tietagem falar mais alto e produziram um notebook que mostrava o sistema MAC/OS. Mesmo sabendo que 99,9999% do público da campanha usa ruindows.
Eu sei que agências em sua maioria trabalham com macs, mas não é nada difícil produzir uma foto com ambiente ruindows, né?
Pena que não achei o anúncio do antivírus, mas seria algo como o anúncio abaixo. Existem quantos macs em Fortaleza? 300? Por que usar uma montagem em cima do sistema do mac, tornando o anúncio menos efetivo?
Ainda falando de Apple, tenho um amigo que manja muito de vendas, e sempre que vai fazer alguma palestra, leva seu notebook da maça, pois ele diz que até pagam melhor rs. O engraçado é que outro dia ele me ligou perguntando como que fazia pro note ter acesso à internet depois de um tempão depois de ter comprado. Resumo: ele só foi aprender a usar o negócio depois.
Acredito que o motivo para tudo isso é o fascínio que algumas marcas conseguem exercer nas pessoas. É o típico tema de quem tem um quê meio punk-anarquista-ciênciais-sociais-política rs. Como explicar um fenômeno como o Iphone, que vendeu mais que Coca-cola, mesmo obtendo notas piores nas comparações técnicas com os concorrentes?
Quem compra Apple, não quer somente um computador, quer todo o status de uma marca adorada nos quatro cantos do planeta. Quer o design perfeito, quer estampar o logotipo da maça no carro e aonde for com seu notebook.
Usei os produtos da maça pois são mais fáceis de comparação, mas esse fascínio se aplica a outras áreas. Muito antes da chegada dos computadores, já tínhamos Rolex, Puma, Mercedez. As pessoas querem ostentar objetos que poucos podem ter, querem ser superiores, querem participar de um seleto grupo. Isso acontece desde que o mundo é mundo. O que seria do ouro em um lugar sem divisões sociais? -Seria um tipo de metal pouco usado, pois possui características inferiores aos seus irmãos.
Por mais que a gente tenha consciência disso, todos temos um pouco desse desejo de status, pois está enraizado na sociedade. Alguns poucos marginalizados dessa situação, como budistas rs, mas mesmo eles têm suas divisões.
Acho que o melhor a fazer é tentar ser imparcial na questão das marcas. Com a quantidade de comparações e reviews na internet, vale a pena pesquisar antes de sair por aí comprando a marca X somente porque ela é cool
Fuerza Bruta

Se alguém perguntasse para mim como é o espetáculo Fuerza Bruta, responderia que é bárbaro: um show 360º e que trabalha com 4 sentidos das pessoas. Ora você está olhando para o personagem que rompe barreiras e portas (acima), ora tentando desvendar os próximos passos de uma pessoa pendurada no teto e que faz movimentos de dança.
Gostei muito desse negócio de 4 sentidos, pois parte de uma categoria de espetáculo denominada "arte visual". Basicamente os sentidos provocados são a visão, audição, tato e olfato, e todos são ativados ao mesmo tempo, proporcionando uma experiência bem bacana.
Outro ponto legal é a movimentação que a platéia precisa fazer dentro da tenda para acompanhar os artistas e as performances. Em certo momento do show, uma superfície transparente com água desce e as pessoas são prensadas embaixo (abaixo). Logo, uma voz anuncia que é para tocar com a ponta dos dedos.

Por falar em interativo, um dos artistas beijou e encerou minha careca rs. Nunca ouvi tantos flashes na minha vida. Vou esperar uns dias e procurar na internet - quero muito essa foto rs
.
Recomendo a todos que puderem ir, pois vale a pena, mesmo que o preço do ingresso esteja bem acima do budget da maioria dos brasileiros. Convites a 120 pila + 12 de taxa de conveniência + 20 estacionamento. Caro? Então torça para ter carteira de estudante rs. Até 9 de novembro.
fotos Alejandro Guyot
A Trama do Tempo

São 8:21 da noite desta quinta-feira abafada com jeito de chuva, e pra variar, estou preso no trabalho esperando uma parte de outra pessoa, que no final, irá se juntar a minha parte e a de todos os outros que trabalharam no projeto para ser finalizado agora. Bom, sou eu que finalizo, por isso estou aqui rs
. Mas para infelicidade minha, e de qualquer mortal, o tempo não pára.
A falta de tempo é um dilema da atual sociedade, especialmente em grandes cidades, e hoje, existem até estudos que calculam o prejuízo causado por isso. Seja na conta com remédios do estressado que perde 4 horas por dia no trânsito em São Paulo, ou no constante atraso por projetos sociais de uma prefeitura que não consegue trabalhar na velocidade dos problemas.
Admito que sou bastante ansioso, e por isso, a questão do tempo me afeta bastante, mas estou progredindo
. Hoje consigo me segurar quando vejo que o tempo livre que tinha destinado ao lazer está se esgotando, afinal, a vida não é uma corrida. Minha vida mudou muito nesses últimos anos e já não consigo manter todos os projetos e estudos que fazia antes, mas não é por isso que vou perder o cabelo rs.
Existe uma frase que li naquela seção de frases dos famosos da Veja, que ao mesmo tempo gosto e desgosto. Era algo como "as pessoas que realmente fazem 1000 coisas por dia, nunca reclamam que não têm tempo". Depois que li essa birosca ao lado, tento, mesmo com os imprevistos como os de hoje, terminar tudo o que tenho vontade de fazer, mesmo que vá dormir às 4 da matina.
Tramitando pela falta de tempo, acabei lendo hoje sobre a exposição chamada A Trama do Tempo, que vai reunir 15 obras do artista plástico uruguaio Juan Muzzi, todas -evidentemente- abordando o tema.
Não é todo dia que temos uma exposição com um tema realmente atual. Por essa razão que estou disposto a gastar meu valioso tempo livre para ir visitar
No único release que achei disponível na internet, tem um parágrafo que vale a pena transcrever aqui, e que resume o que podemos esperar da exposição:
"A sensibilidade do artista em reproduzir a figura humana adquire várias formas. Surge na construção assimétrica colorida, em preto e branco e também nos códigos de barras. Sem cara, anônimos, as pessoas aparecem massificadas, massacradas pelo tempo ou peso do dinheiro, este último representado pela enorme barra de ouro. 'Quem somos? O que somos? Números!', responde Juan."
Acabei simpatizando tanto com o tema, que fui atrás do trabalho deste artista, e para minha surpresa, descobri que foi ele quem customizou uma das versões mais famosas do toy art Bicudo (imagem abaixo), personagem criado pelo grafiteiro Rui Amaral no túnel da Av. Paulista. Ainda passei em seu site e vi que ele trabalha não só com pintura, mas também com gravuras e até esculturas, e muitas de suas obras abordam o tempo como tema.

Quem se interessou pela exposição como eu, lá vai:
A Trama do Tempo - Consulado do Uruguai - Rua Estados Unidos, 1284, Jardins, São Paulo, SP. Tel.: 11 2879-6600. Seg. à sex.: 9h às 16h. Livre. Até 24/11. Grátis.
Teste das cores – Max Lüscher

Por trabalhar com direção de arte, acabo estudando alguns elementos bases da arte, como a cor. Em um dos inúmeros livros sobre o assunto, conheci o trabalho do suiço Max Lüscher, psicólogo, psiquiatra e filósofo - sim, são 3 em 1 aqui rs.
Ele defendeu uma tese há algumas décadas atrás, sobre a possibilidade da cor diagnosticar o estado psicológico de uma pessoa. Toda essa história virou um teste, que é usado até hoje em clínicas de psicologia, como ferramenta dos recursos humanos em empresas, órgãos do governo, e inclusive vendido em forma de livro.
Como ninguém aqui vai sair e comprar o livro pra realizar o teste, separei um link com uma versão traduzida para português. Embora não seja o recomendado, por motivos como diferença de cor de monitor pra monitor, e fundo branco - muda a percepção das cores, o teste pela internet chega perto. Já fiz 2x e fiquei impressionado com o resultado.
Acredito que a cor tenha sim, muita relação com o nosso comportamento, mas fico em cima do muro quanto às aplicações dela. Por exemplo, reza a lenda que as cores do McDonald's são vermelho e amarelo para as pessoas comerem rápido e sair da lanchonete; quando dizem que uma pessoa está vermelha de raiva, verde de nojo, roxa de frio; cromoterapia - a cura pela exposição às cores, etc.
A imagem foi tirada durante minha viagem ao ES, com o intuito de pesquisar novas paletas de cor para os meus trabalhos.
Façam o teste -com calma- e comentem
Ação de comunicação bem-humorada

No dia em que fui visitar a exposição do Duchamp no MAM (post anterior), fui abordado por esse boneco gigante no caminho. Era uma ação de comunicação para um candidato a vereador de São Paulo. Particularmente não gosto das campanhas políticas, pois acho que são abusivas, mas esta em especial chamou minha atenção pelo bom humor.
Quem passava na ponte sobre a avenida, era logo seguido pelo boneco que sacaneava a todos. Depois da brincadeira, uma outra pessoa entregava um folheto do candidato. O rosto do boneco é a melhor parte e me garantiu boas risadas
.

Duchamp no MAM

No último sábado fui conferir a exposição Marcel Duchamp: a obra que não é uma obra no MAM. Sempre gostei do trabalho dele, principalmente depois que coloquei na cabeça que era uma crítica a alguns artistas e suas obras imortais pouco acessíveis. Nada melhor do que ver pessoalmente o urinol (imagem acima) como uma super obra de arte rs.
Duchamp ficou famoso com a invenção do ready made, objetos do nosso cotidiano elevados a status de arte, como urinol, roda de bicicleta, porta-garrafas, entre outros. Diferentemente de outros artistas, para apreciar a obra do Duchamp não se cruza os dedos sob o queixo, faz uma cara de intelectual e admira a qualidade estética. Sua importância está exatamente na atitude anti-artística do conjunto dos seus trabalhos.
Antes que alguém aqui entenda que ele foi uma espécie de punk da arte, devo dizer que o cara é considerado um dos mais importantes artistas do século XX, e que redefiniu radicalmente o conceito de fazer arte. Na época, o pensamento era de produção, eficácia e transpiração como valores de trabalho. Duchamp separou inspiração de transpiração, sugerindo arte como exercício mental. Conceito também aplicado fora do campo artístico e com vestígios até hoje no design e propaganda.
Uma das suas principais obras é A Fonte (img 1), um urinol comprado em qualquer loja de construção e enviado para um concurso de arte somente com a assinatura -R.Mutt 1917. Evidentemente o objeto foi recusado pelo juri, que alegou que não tinha nenhum labor artístico.

Acima uma foto que tirei na exposição da roda de bicicleta acoplada a um banquinho, seu primeiro ready made e que ilustra a idéia de elevar objetos corriqueiros a status de obra de arte. Como imaginar uma cena dessas em um museu?
Abaixo a obra LHOOQ, que soletrada em francês, ficaria algo como -Elle a chaud au cul, e significa Ela Tem Fogo No Rabo em português, e não é nada mais do que um cartão postal que foi adicionado um bigode e barba com caneta

Quem quiser conferir a exposição tem até o dia 21/09 no MAM no Parque do Ibirapuera. Maiores informações no próprio site do museu.
Um pouco de arte: grafite

Graffiti é um tipo de inscrição feita em paredes, com os primeiros relatos ainda no Império Romano. De origem italiana, a palavra virou grafite no Brasil, e foi no final dos anos 70 que começou a incorporar-se na cultura urbana do país, junto com o fortalecimento de movimentos sociais como o Hip-Hop.
Na realidade, resolvi escrever sobre o grafite pois coincidentemente com o meu interesse pelo assunto, cada vez mais valoriza-se este tipo de arte - e vejo com bons olhos. Só para ter uma idéia, a prefeitura de São Paulo pediu recentemente aos grafiteiros que listassem obras que merecem ser preservadas, e além disso, vai restaurar alguns grafites que por ventura estão gastos ou foram apagados.
O primeiro grafite que me surpreendeu foi em uma caixa de telefone na Rua Augusta, que foi totalmente envelopada pelo desenho de um personagem. Aliás, essa é uma das características que acho mais bacana do grafite - tornar qualquer forma urbana em espaço para a arte, que vai muito além de paredes. Essas formas interagem com o desenho, como a obra dos osgemeos que emoldura este post: são 5 personagens sendo enquadrados pela polícia embaixo do viaduto.
Mas o mais importante, e que determina o grafite como arte, é que possui uma mensagem. As obras comunicam algum fato, alguma revolta, alguma opinião. O trabalho dos osgemeos, por exemplo, na minha opinião possui um perfil mais narrativo, e busca retratar a cidade e seus personagens. Já os desenhos do italiano blu são críticas à sociedade em geral, como o desenho abaixo à esquerda, que remonta a idéia do pinóquio mentiroso com nariz grande em um prédio do governo.

Outro aspecto do grafite é que está presente na paisagem urbana. Você não precisa visitar exposições ou museus para ver as obras. Mais que isso, os desenhos retratam momentos da sociedade. Não é algo pago, comercial. É arte legítima que faz as pessoas pararem e reflitirem sobre o tema proposto. Bom, não levando em conta aqueles grafites contratados nos portões das escolas, por exemplo rs
.

A imagem acima é obra do onesto, um dos 72 pseudônimos do artista multimídia Alex Hornest, que apesar do nome gringo é brazuca. O trabalho do cara é tão bom que lançaram agora um livro dedicado aos seus grafites. Para quem ficou curioso da razão de tantos pseudônimos, segundo o artista, é para não ficar preso em um mesmo estilo.
Pelo que entendi na minha breve pesquisa, os brasileiros são considerados referência no grafite, inclusive com trabalhos no exterior, como é o caso do gigante com o pipi de fora (fig. 3), assinado pelos osgemeos na fachada do Tate Modern em Londres, o maior museu de arte contemporânea do mundo e um dos mais importantes da europa.


Este post é apenas um pouco da minha visão sobre o grafite. Como qualquer arte, a interpretação é subjetiva, então recomendo quem puder conferir, que acesse os sites dos artistas que vale a pena: osgemeos, blu, onesto.















