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Category 'Boteco digital'

Review de Natal + Retrospectiva 2008

papai noel barba murilo campos

O 25 de dezembro celebra nada menos que a data em que Jesus nasceu. Isso foi há 2008 anos atrás rs - alguém já parou para pensar nisso?
Enquanto alguns escrevem cartas para o Papai Noel, o re’cordis inova mais uma vez e traz o primeiro review do Natal da história !

Prós:
. É feriado em todo o país
. As crianças ganham presentes
. Uma boa data pra surfar tranquilamente na praia mais lotada enquanto todas as pessoas normais do mundo estão reunidas com a família
. Natal lembra final de ano, que lembra feriado e festa
. 13° salário
. Ganhar presentes dos fornecedores da sua empresa (eu ganhei um vinho este ano)
. Boa época para fazer planos de celular
. Férias (para quem não trabalha)

Contras:
. Trabalhar no Natal é muita sacanagem, mas tem gente que precisa, como médicos e comerciantes
. Quem tem filho, gasta metade do 13° no presente do pivete
. É complicado viajar, pois até o dono daquela pousada irada que você descobriu na internet tem família
. Lembrar que você não tem 13° salário, férias garantidas, planos de saúde, PLR, entre outros benefícios, enquanto outras pessoas têm (autônomos e PJs)
. Ouvir as mesmas piadas todos os anos daquele teu primo mala enquanto passa fome esperando dar a meia-noite para liberarem a comida
. Tudo fica mais caro no comércio
. O trânsito fica insuportável, assim como shoppings e lojas
. A maioria dos serviços não funcionam, e os que funcionam, fazem de forma precária. Já tentou passar no pronto-socorro durante o Natal?
. Impossível usar celular devido aos cornos que passam o dia desejando feliz Natal via torpedo SMS
. Poucas visitas no blog
. Com excessão do comércio, o resto da economia fica desaquecida até o carnaval, quando o Brasil resolve trabalhar rs. É uma espécie de férias coletivas generalizadas entre Natal e carnaval.
. Impostos
. Impostos
. Impostos
. Viagens ficam mais caras - da passagem até a estadia
. Presunto de Natal (ô desgraça)
. Comerciais de Natal (”Pão Pão Pão Pão”)
. Músicas de Natal (de Jingle Bells até Noite Feliz)
. Overdose de Natal e Papai Noel na mídia
. Powerpoints e spams de Natal
. Cartas de Natal com os dizeres “Feliz Natal e próspero ano novo” (coisa mais genérica e mentirosa. Tá na cara que a pessoa que te enviou não pensou 2 minutos em você para escrever alguma coisa mais interessante)
. Papai Noel de shopping

Veridicto:
Apesar dos contras serem inegavelmente mais numerosos, o fato do Natal ser um feriado é incontestável. VITÓRIA PARA O SANTA !

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Retrospectiva08

(plagiado na cara de pau do blog do Yassuda)

Posts mais lidos:
1° - Um pouco de arte: grafite
2° - Daruma’n’
3° - Esse é o cara !
4° - As 10 melhores capas de discos de samba
5° - Achei uma chana na rua !

Posts mais comentados:
1° - Daruma’n’
2° - Há! Desenho pra caralho mesmo…
3° - Muitos posts empatados

Links mais clicados:
1° - Site para criar seu próprio “mangatar” no post Caricature-se
2° - Teste online do famoso Max Lüscher no post Teste das cores - Max Lüscher
3° - Feed do re’cordis no post Feed-se (aproveitem para se cadastrar para receber as notícias no navegador, email, etc)

Pessoas que mais comentaram:
1° - Lashman
2° - Ockilupo
3° - Zerowd

Por fim, faço meus votos pra todos que lêem o re’cordis, e especialmente aos amigos que participam ativamente comentando e dando sugestões:

Desejo um Natal estupidamente do caralho para vocês !


O futuro da publicidade no Brasil

“- Quero meu logo maior !”

Introdução para quem não trabalha com comunicação -
Não. A gente não cruza os pés sobre a mesa, nem apoia o queixo em uma das mãos e faz um semblante quase celestial momentos antes da grande idéia - aquela que acende a lâmpada no pensamento.

Aliás, eu nem sei porque tem tanta gente com essa idéia maluca de prestar publicidade e propaganda no vestibular. E olha que já faz alguns anos que o número de candidatos por vaga de P.P é maior que cursos super tradicionais, como medicina e direito.

Deve ser propaganda enganosa, só pode. Embora ame de paixão o que faço, devo admitir que eu também cai. Aquela coisa de “Lellis Tratoria, o restaurante dos políticos, dos jornalistas, dos publicitários…”.

De perto, a publicidade está bem distante da imagem que passam para as pessoas (deve ser propaganda enganosa também rs). Ouso dizer que, na realidade, ela é feia, bem feia. Nenhuma área é perfeita, eu sei, mas a minha é um pouco punk. Esperava, por exemplo, usar a carteira de trabalho pra outros fins mais dignos do que peso de papel rs.

Isso pouco importa agora. Dos pontos negativos, espero que melhorem, sempre - e batalho por isso. O intuito desse post é fazer uma crônica em cima de uma das coisas mais cômicas da publicidade: o cliente. É ele que paga pelo trabalho, é ele que aprova, enfim, é ele que pede pra aumentar o logo em 100% dos trabalhos.

Uma das coisas mais chatas do cliente, além de pedir pra aumentar o logo em todos os anúncios, é redesenhar todo o seu trabalho. Você fez faculdade e vem de muitos cursos e estudos pra saber que no caso do cliente X, seria legal trabalhar com uma postura mais agressiva de comunicação, com cores fortes, modelos estilosas e o escambáu. Daí chega o infeliz e pede pra mudar tudo !

Mas em um futuro não tão distante, isso vai mudar. Acompanhem:

————————

Andava em passos rápidos, quase tropeçando. Eram 8:47 e Bola estava a 2 quadras do seu trabalho. - Tinha esse apelido porque durante um campeonato intercolegial, ganhou os 100m rasos, e de tanta alegria, saiu da piscina e foi comemorar no lugar mais alto do ginásio. Não tinha reparado que a sunga tinha dividido aquelas 2 partes do homem, uma pra cada lado. Na realidade, a ansiedade dos pés era de uma constante preocupação com seu emprego. Era o último diretor de arte na ativa, e por isso, era considerado um gênio, um marco, praticamente o último dos moicanos da publicidade humana, como era chamada quando ainda existia redatores, mídias e atendimentos.

Trabalhava na última agência de publicidade do país, sobrevivendo de pequenos clientes que não tinham verba para comprar o novo pacote CCS (Client Creative Suit), que era a solução para qualquer tipo comunicação. Por meio dele, o cliente mandava, e o computador obedecia. Fazia anúncios, folders, sites, comerciais de TV, spots de rádio, enfim, os programas faziam tudo o que o operador desejava. A mágica era um dispositivo acoplado ao dedo indicador. Se imaginasse um lindo parque com flores, céu azul e pássaros voando, a cena era recriada em tempo real na tela. Não bastando imaginar, ainda interpretava informações faladas, no caso do operador não conseguir aplicar em sua mente: “- Preciso do céu mais azul. Não, mais verde agora”.

Nos momentos que conseguia esquecer a sensação de corda no pescoço, lembrava dos velhos tempos, quando ainda tinha um redator como dupla de criação. Lembrava dos jobs pra ontem e dos clientes malas que ligavam na agência reclamando que o logotipo estava pequeno no anúncio. - Esses programas são uma merda ! - praguejou em sua mente. Não conseguia se conformar que sua profissão estava com os dias contados, praticamente extinta.

O seu trabalho era receber donos de empresas, que vinham à agência depois de uma noite inspirada e uma campanha publicitária pronta, bastando imaginar para o computador produzir. Não gostava do que fazia, mas era o único emprego digno que poderia fazer com a formação de publicitário. Quem já tinha sido cortado do mercado, virava hippie ou voltava para o campo.

Nesse mesmo dia, recebeu uma figura estranha: era um homem alto e forte com uma barba bem espessa e preta. Queria criar um comercial de TV para a sua fábrica de pregos. Para tal, tinha trazido uma série de referências impressas como obras de arte até anúncios de concorrentes. No meio da bagunça, Bola identificou uma antiga pintura - era Mona Lisa. Então deixou os primeiros esboços da imaginação do homem tomarem forma na tela.

- Você não pode utilizar o quadro nesse comercial. A propriedade intelectual é de outra pessoa.
- Como não? Tô pagando!

Depois de muitos retoques, o cliente avisa que vai finalizar, mas o programa não permite salvar, pois o quadro da Mona Lisa tem os direitos reservados. Apesar da clareza de informação, o cliente, como nos velhos tempos da publicidade, fica maluco, e em um acesso de fúria, pega o Bola pelo colarinho e mete um prego no pescoço dele, que agoniza no chão e morre.

Felizmente, o Bola não tinha contrato e nem carteira de trabalho. Era considerado mais um autônomo fantasma na sociedade e por essa razão, nunca aconteceu nada com o homem alto e forte, que apenas mandava uma caixa com 10.000 pregos e 10.000 parafusos para a mãe do Bola, para pagar as contas da casa vendendo para antigos publicitários, que tinham migrado para o campo atrás de novos desafios.

Anos depois da morte, um homem caminhou até a sepultura do Bola. Era o redator e ex dupla de criação dele, que derramando lágrimas, pega um spray e escreve no cimento: “O futuro é o passado” e volta para o campo. Foi a sua última visita ao túmulo. FIM

O fascínio que algumas marcas conseguem exercer nas pessoas

Toda empresa tem uma marca, até mesmo os botecos sujos têm. Mas o que faz uma pessoa, por exemplo, tatuar o logotipo da Puma em seu corpo? Por que as pessoas tatuam Puma e não Adidas? Como um relógio chamado Rolex consegue ser mais caro que uma casa?

A imagem acima ficou famosa na internet, porque mostra o quão ridículo é essa adoração pelas marcas. É quase como um “o amor é cego” rs. Por que caralhos alguém vestiria um maiô com a maça da Apple?

Vamos começar pelo ambiente profissional, mais especificamente com publicitários e agências de publicidade. É de conhecimento popular que nós adoramos os produtos da Apple acima de tudo. Ouso dizer que, no meio, o lançamento do Iphone foi a segunda maior invenção do homem depois da televisão rs.

Até aí, tudo bem. Cada um tem seu gosto e suas loucuras, porém, a adoração pela maça ultrapassa o bom senso - explico: quando trabalhamos com publicidade, temos um público a atingir, que chamamos de público-alvo, e, é óbvio que quanto mais próxima a mensagem for do receptor, melhor.

Agora imagina um panorama que uma empresa produz um software antivírus, e para anunciar ao mercado a notícia, pede a sua agência que crie uma campanha publicitária. O público do produto é composto por homens de 29-49 anos, usuários de notebook, empresários, e não entendem nada de computador, mas sabem que é preciso proteger os dados de vírus, spywares, etc.

Uma das peças da campanha, é um anúncio bonitão 1 página na revista de maior circulação do país. Ela mostra um homem de terno em um ambiente de trabalho lendo seus e-mails. LINDO ! A montagem é óbvia, mas é isso que significa aproximar a mensagem do receptor.

Infelizmente, os publicitários deixaram a tietagem falar mais alto e produziram um notebook que mostrava o sistema MAC/OS. Mesmo sabendo que 99,9999% do público da campanha usa ruindows.

Eu sei que agências em sua maioria trabalham com macs, mas não é nada difícil produzir uma foto com ambiente ruindows, né?

Pena que não achei o anúncio do antivírus, mas seria algo como o anúncio abaixo. Existem quantos macs em Fortaleza? 300? Por que usar uma montagem em cima do sistema do mac, tornando o anúncio menos efetivo?

Ainda falando de Apple, tenho um amigo que manja muito de vendas, e sempre que vai fazer alguma palestra, leva seu notebook da maça, pois ele diz que até pagam melhor rs. O engraçado é que outro dia ele me ligou perguntando como que fazia pro note ter acesso à internet depois de um tempão depois de ter comprado. Resumo: ele só foi aprender a usar o negócio depois.

Acredito que o motivo para tudo isso é o fascínio que algumas marcas conseguem exercer nas pessoas. É o típico tema de quem tem um quê meio punk-anarquista-ciênciais-sociais-política rs. Como explicar um fenômeno como o Iphone, que vendeu mais que Coca-cola, mesmo obtendo notas piores nas comparações técnicas com os concorrentes?

Quem compra Apple, não quer somente um computador, quer todo o status de uma marca adorada nos quatro cantos do planeta. Quer o design perfeito, quer estampar o logotipo da maça no carro e aonde for com seu notebook.

Usei os produtos da maça pois são mais fáceis de comparação, mas esse fascínio se aplica a outras áreas. Muito antes da chegada dos computadores, já tínhamos Rolex, Puma, Mercedez. As pessoas querem ostentar objetos que poucos podem ter, querem ser superiores, querem participar de um seleto grupo. Isso acontece desde que o mundo é mundo. O que seria do ouro em um lugar sem divisões sociais? -Seria um tipo de metal pouco usado, pois possui características inferiores aos seus irmãos.

Por mais que a gente tenha consciência disso, todos temos um pouco desse desejo de status, pois está enraizado na sociedade. Alguns poucos marginalizados dessa situação, como budistas rs, mas mesmo eles têm suas divisões.

Acho que o melhor a fazer é tentar ser imparcial na questão das marcas. Com a quantidade de comparações e reviews na internet, vale a pena pesquisar antes de sair por aí comprando a marca X somente porque ela é cool :-)

Enquanto isso, nos EUA…

…Michael Jackson se muda para uma mansão em frente a uma escola para crianças até 13 anos. Não é possível tamanha coincidência rs.

As 10 melhores capas de discos de samba

Uma das coisas mais legais da web são as famosas listas de 10 alguma coisa, e o re’cordis não poderia ficar fora dessa, então listei as 10 melhores capas de discos de samba que conheço. Os únicos parâmetros são: discos solos (não vale coletâneas, por ex) e tem que ser samba de verdade, então nada de nhe-nhe-nhe

10. A Velha Guarda (1955)

Disco clássico com Pixinguinha, Donga e João da Baiana (a “Santíssima Trindade” que Martinho da Vila sempre comenta). Foi gravado em um dia só, em uma sessão de 4 horas no estúdio.

09. João Nogueira - Pelas terras do pau brasil (1984)

08. Roda de Samba (1973)

Uma roda de samba literalmente! Armaram uma batucada e gravaram rs. Adoro o disco e mosaico da capa com estilo africano, cores e formas.

07. Clementina de Jesus - Clementina & Convidados (1985)

O criador dessa capa é o artista Elifas Andreato, que em uma entrevista à Veja SP, contou um pouco sobre a história desse disco, que é fantástica:

(Idéia originalmente para o disco de 1980)

“Fiz aquela capa da Clementina, que é uma marca de pé no barro. Cheguei à gravadora e me falaram a mesma coisa que falaram da capa do Adoniran: ‘Xi, rapaz, ela não vai querer esse negócio, melhor fazer um retrato’. Disse que não faria e a capa saiu daquele jeito. Em seguida, o Hermínio Bello de Carvalho, que descobriu a Clementina, fez uma homenagem a ela na Funarte (Fundação Nacional de Artes). Sabe o que ela pediu de presente? Que eu fosse à Funarte gravar o pé dela no barro. Ela falava: ‘Hermínio, a capa é linda, mas não é o meu pé’. Então tive de fazer um molde com o pé dela.

A idéia do pé na terra é porque ela, uma cantora extraordinária, representa a contribuição mais significativa nas raízes da música brasileira, que é o samba. O samba que nasce no terreiro, nas senzalas.”

06. Dorival Caymmi - Eu vou pra maracangalha (1957)

Na minha opinião, o melhor disco do Dorival Caymmi. A capa é fantástica, e ilustra todo o conceito que é esse disco (reza a lenda que é o 1o disco “conceitual” do Brasil). Uma frase que encontramos em uma das músicas: “tem tanta mulher no mundo, só não casa quem não quer” - tá falado!

05. Monarco - Monarco (1976)

O primeiro disco solo do Monarco, o cabeça da Velha Guarda da Portela. É esse disco que foi lançado primeiro no Japão para depois chegar no Brasil - já havia falado disso no post de 100 anos do Cartola.

04. Paulinho da Viola - Bebadosamba (1996)

Disco fantástico e o mais recente da minha lista :-). O termo bebadosamba pra mim tem um sentido tão bacana que já até dissertei sobre ele na faculdade. Além da capa, o conteúdo é de primeira e vem com um brinde: um poema batucado que adoro, sei de cor e inclusive está no meu profile do orkut, vou transcrever:

“Um mestre do verso de olhar destemido,
disse-me uma vez com certa ironia:
Se lágrima fosse de pedra, eu choraria
Mas eu, Boca, como sempre perdido
Bêbado de sambas e tantos sonhos
Choro a lágrima comum,
Que todos choram
Embora não tenha nessas horas,
Saudade do passado, remorso,
Ou mágoas menores
Meu choro, Boca,
Dolente por questão de estilo
É chula quase raiada
Solo espontâneo e rude
De um samba nunca terminado
Um rio de murmúrios da memória
De meus olhos. E quando aflora,
Serve antes de tudo
Para aliviar o peso das palavras,
Que ninguém é de pedra”

03. Candeia - Filosofia do samba (1971)

O maior sambista que já pisou nesta terra, na minha opinião. A capa mostra uma ilustração da águia da Portela, escola de samba do mestre.

02. Martinho da Vila - A rosa do povo (1976)

Foi difícil escolher entre os discos do Martinho José Ferreira pela quantidade e qualidade de suas capas, mas a Rosa do meu povo levou pela história que tem.

Do mesmo jeito que transcrevi parte da entrevista do artista à Veja SP, segue mais essa:

“No início da década de 70, a MPB tinha uma força danada. E era uma força que estava além da própria música, era uma força sócio-política. Quando fizemos a Semana de Arte Moderna, em 72, junto com os centros acadêmicos, quisemos fazer a contra-comemoração do aniversário da ditadura. Então organizamos um mês de atividades na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. Eu me lembro que o Martinho da Vila havia estourado com a música O Pequeno Burguês. Naquela época Chico Buarque, Gil e Caetano estavam exilados e Geraldo Vandré tinha sido banido. Propus levar o Martinho ao evento. Os estudantes quase me lincharam porque ele era milico. Então, numa reunião com representantes dos centros acadêmicos fiz uma defesa dele. Disse que o samba era de protesto, de contestação.

O Martinho não foi sozinho para o palco. Levou a Velha Guarda da Vila Isabel e matou a pau. No final, a estudantada estava de pé. Dois dias depois eu estava em casa, na Pompéia, e a empregada, Dona Antônia, chegou e disse: ‘Seu Elifas, tem um homem na porta que é igualzinho ao Martinho da Vila. Até a voz dele é igual!’ Era o próprio. Foi me convidar para fazer a capa de seu próximo disco. Desde então, faço todas.”

01. Cartola - Verde que te quero rosa (1977)

A melhor, a mais emblemática, e a mais antológica capa de disco de samba da história na minha opinião! Um close da cara feia do Cartola tomando café com sua xícara verde e pires rosa, cigarro na mão, óculos escuros e só.

Dia mundial do pão

Uma notícia de extrema importância em primeira mão pelo re’cordis: quinta, 16/10, é o dia mundial do pão!

Para honrar nosso companheiro matinal, vou comer o tradicional pingado na canoa na padaria-boteco-bar-espelunca mais sujo que encontrar, e recomendo a todos experimentar esta delícia. Caso você não ache no seu bairro, o que é bem provável pois é um prato tipicamente periferiano, segue a receita do mesmo para fazer em casa:

Você vai precisar de:

  • 1 pão francês / sal
  • Manteiga extra gordurosa, ou banha
  • Café puro
  • Leite integral tipo sujo
  • Açucar

Passos:

  • Primeiro faça o pingado, misturando o café puro com leite, e deixe requentando sobre a mesa. O açucar é opcional.
  • Pegue o pão, divida em 2 partes, então tire todo o recheio e passe manteiga ou banha.
  • Ponha na chapa, mas não aperte o pão com a faca - o legítimo canoa deve tomar sua forma naturalmente
  • Fique olhando para o pão, então quando sentir que a gordura já penetrou na sua pele, tire e ponha no prato
  • Boa refeição !

PS: a foto é ilustrativa - não é um legítimo pingado na canoa

Cartola, manda aquele teu samba alegria

Se Cartola estivesse vivo, teria feito 100 anos no último sábado. A homenagem do re’cordis deveria ser gloriosa, já que o dono dessa birosca gosta de samba, e por conseguinte é fã da figura acima, não acham?

O problema é que acabei me enrolando nos últimos dias e furou meu plano - ia fazer um super desenho à mão, tentando caricaturar a foto do disco Verde que Te Quero Rosa (1977) (acima). Então abri o wordpress e comecei a escrever tudo o que sabia e admirava no Cartola, mas acabei apagando. O cara era tão grande que não precisa um muro de texto para entender que ele foi um dos maiores gênios da música, mesmo que a maioria das pessoas não conheçam sua obra e muito menos saibam quem ele seja rs.

É coisa de brasileiro! Damos valor à porcarias, e o que temos de bom, acaba sendo valorizado em outra parte do mundo, como foi o caso do Monarco - cabeça da Velha Guarda da Portela, que teve disco gravado no Japão, pois ninguém aqui queria fazer. - O país precisa de mais Cartolas !

A homenagem do re’cordis está escrita com as próprias palavras do mestre, o samba que eu considero o mais bonito de todos os 184875767586782 que já ouvi. Foi composto na época em que Cartola ficou 7 anos afastado da Mangueira, depois de quase ter morrido de meningite e ter visto suas composições sem valor dentro da escola - eram sinais de um novo tempo.

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Fiz por você o que pude
(Cartola)

Todo o tempo que eu viver
só me fascina você, Mangueira
guerreei na juventude
fiz por você o que pude, Mangueira
continuam nossas lutas
podam-se os galhos, colhem-se as frutas
e outra vez se semeia
e no fim desse labor
surge outro compositor
com o mesmo sangue na veia

Sonhava desde menino
tinha o desejo felino
de contar toda a tua história
este sonho realizei
um dia a lira empunhei
e cantei todas tuas glórias
perdoa-me a comparação
mas fiz uma transfusão
eis que jesus me premeia
surge outro compositor
jovem de grande valor
com o mesmo sangue na veia

O que você vai ser quando envelhecer? Parte 2

o automobilista

Continuando a minha saga pra tentar imaginar o tipo de velho que vou ser quando envelhecer.

Se não entendeu nada, leia post anterior aqui.

Opção 4 - O automobilista

Quando menos percebeu, já estava velho e rabugento, mas isso não o afetou. Em vez de chorar as pitangas dos tempos dourados, se apoiou na coisa que mais amou durante toda sua vida: os carros.

O velho automobilista se caracteriza por possuir um carro velho, porém bem cuidado. Naturalmente desnaturado, dispõe de muito mais carinho e tempo pra cuidar da sua lata-velha do que dos filhos ou netos. Não aceita que modelos fabricados depois de 1990 sejam considerados carros, e por essa razão quase sempre possui um Monza, ou um Del Rey com direção hidráulica. Seu grande triunfo é poder aumentar o tempo de vida do carro em 100x. Nem o Monza 0km do museu da Chevrolet é tão conservado.

Por entender emocionalmente seu carro, passa horas e horas conversando com seu melhor amigo. Sempre que toma banho, dá um banho nele também. Para o automobilista, não há nada melhor do que dirigir aos domingos com um bom disco do Roberto Carlos, janelas abertas e cabelo (o que sobrou) voando com vento.

Opção 5 - O ragubento

Por ter um gênio tão adorável, acaba passando a última fase da vida sozinho, pois ninguém aguenta ele, nem seus filhos. Então não resta outra alternativa a não ser morar sozinho numa casa com quintal, onde passa a maior parte do tempo sentado em sua poltrona balanço 1923 de madeira maciça esbravejando coisas sem sentido. É o velho que fura a bola das crianças quando cai em seu quintal, e não admite que toquem sua campanhia. Quando isso acontece, finge que não está em casa, embora todos saibam que é mentira.

Esse tipo só assiste filmes velhos de bang bang, e vive dizendo que os atuais atores são afeminados. Abomina qualquer tipo de adorno para o homem, e por isso é o rival No1 dos moderninhos da rua. Toma café da manhã todos os dias na padaria, embora a maioria dos funcionários nunca tenham ouvido sua voz. Isso porque segundo a lenda, o velho é tão rabugento que em 1948, em um sábado chuvoso, entrou na padaria e falou - “eu quero um pingado na canoa, e a partir de hoje, sempre que vir aqui, me sirva isso e não fale nada”. Os anos foram se passando e os funcionários cumpriram seu pedido, e a informação foi passada de geração para geração.

Opção 6 - O garanhão

O velho garanhão foi o maior pegador de moçoilas da sua época, por causa disso, sente uma vontade de reviver sua época dourada quando rompe os 60. Dançarino nato, é frequentador assíduo de todos os bailes de elite da região. Com seus giros escarpados e passos exorbitantes deixa o público feminino em êxtase.

É muito fácil identificar o velho garanhão: é o mais arrumado da sala, e combina com perfeição as cores da meia, lenço e broche - é o famoso trio arrasa quarteirão 1949. Costuma dizer que só paquera e não quer saber de namorada depois que seu amor foi embora, porém não resiste a um rabo de saia, especialmente se este tiver menos de cinquentinha.

Opção 7 - Velho criança

O velho criança é aquele que em uma festa de família, daquelas que junta várias gerações, prefere ficar junto das crianças, pois acha mais divertido ficar brincando do que conversar qualquer assunto mais sério regado a whisky. O único problema do velho, é que ele acaba enxendo o saco das crianças, que na verdade gostariam de brincar entre elas, e recusam um mala pelancudo estragando tudo.

Fanfarrão de carteirinha, conhece mais de 1000 piadas e brincadeiras do tipo pegadinha para aplicar nos netos. Nas festas de Natal, é sempre o mala que se veste de papai noel e distribui os brinquedos, mas só depois de abrir um por um e brincar um pouco escondido.

Sua marca registrada é levar seus brinquedos seculares nas festas, como pião e ioiô, e além disso, tenta convencer os mais novos a experimentarem e aderirem. Por ser esse mala, as crianças nunca querem ir nas festas de família (pode perceber). E quando dá alguma merda em uma festa envolvendo as crianças, pode ter certeza, foi idéia do velho criança.

Qual desses você seria?

O que você vai ser quando envelhecer? Parte 1

velho sujo

Tenho um amigo, o Carlitos, que estudou comigo na universidade. Era parceiro de trabalho, de bar, e de ir de chinelo de dedo para tudo que é lado. Em um das inúmeras idas ao bar depois das aula, refletiu como ele seria quando fosse velho, aposentado, e com menos responsabilidade. -Seria um velho sujo- respondeu.

Esses dias estava tentando imaginar como seria minha vida quando tivesse lá pelos 60 anos, e não pude deixar de lembrar dessa frase do Carlitos. Tentava imaginar se teria netos cedo ou tarde, se conseguiria viver o lado velho da vida feliz com as conquistas, ou se ia ser um eterno rabugento. Pra facilitar minha vida, listei alguns perfis:

Opção 1 - O velho sujo
É aquele velho que está no bar de manhã antes do dono chegar. Usa chinelo de dedo ou sandália, algum shorts de time ou qualquer um tão velho quanto ele, e geralmente o tamanho menor do que o adequado. Caso seja bastante peludo, principalmente nas costas, faz questão de não usar camiseta, mas quando usa, é de time ou alguma pequena que mostre a sua pança e o cofrinho. Seu hobby preferido é desafiar o time dos taxistas no dominó ou truco. É o representante oficial do time do bairro, e é famoso por gritar “Truco, marreco” quando ganha.

Para o velho sujo, os domingos de clássicos do futebol são sagrados, e deixa de ir até em casamento para não perder um fla x flu. Sua relação com o futebol é espiritual. Acredita que o céu é um grande campo verde que só rola clássicos, e seu deus é o Mané Garrincha.

Opção 2 - Flashback, the old fashion
Passa o dia em casa ouvindo discos da sua época de ouro e não suporta a música atual. Faz a barba com navalha religiosamente todos os dias às 7:15 da manhã em ponto, e passa gel no cabelo para ir comprar pão na padaria. Tem alguma coleção de relógios cuco ou de moeda, e faz questão de contar a todos a história de cada peça.

Rabugento por natureza, tem a certeza que o mundo só piorou desde a sua época, e fala pelo menos 10x ao dia algo como “no meu tempo” ou “velhos tempos aqueles”. Não entende a programação atual da televisão e reza toda noite pela ressureição do Chacrinha ou do Roque Santeiro. Além disso, é averso ao celular e mantém um telefone de discar na sua casa.

Opção 3 - O esportista póstumo
Depois de uma vida repleta de cerveja, cigarro, bailes e insônia, resolve tirar todo o atraso da vida quando se aposenta. Sua rotina é mais agitada que de um triatleta e inclui uma corrida no parque às 5 da matina, sessões de power ioga na academia e uma dieta rica em fibras.

Sonha em participar de corridas como a de São Silvestre ou Ironman, embora seu médico reprove qualquer exercício acima de 80 bpm. Não acredita em problemas do coração e vive afirmando que impossível é nada. Usa sempre micro shorts de maratonista, inclusive em reuniões formais como jantar de gala e formatura do filho.

Próximo post vou completar a lista !

Daruma’n’

daruma

Todos os anos, as pessoas costumam fazer simpatias para melhorar de vida. Geralmente são ações que não custam nada para fazer com a chance do benefício ser muito grande - Estimadíssima Fada dos Dentes, desta vez gostaria de ganhar uma BMW, um jatinho particular e um iate.

Nunca fui adepto dessas simpatias, principalmente aquelas idiotas sem sentido como escrever quanto $$$ você gostaria de receber, misturar com massa de banana, queimar e guardar as cinzas debaixo do travesseiro - Juro que li isso em algum lugar rs.

Apesar disso, outro dia estava com o Daruma (foto acima) no meu quarto. Na verdade foi um processo natural, já que além de simpatizar com a cultura oriental, estou na fase de ‘entrando no mercado de trabalho’ faz um tempo, e posso dizer que não é tão bonito como era de fora. Acabei recorrendo ao bixonho vermelho pra me dar forças e não desistir dos meus sonhos.

Basicamente, o Daruma é um boneco oco que você escreve um desejo em um papel, dobra e joga lá dentro. Depois disso, pinta-se um dos olhos mentalizando o desejo. Caso se realize, o outro olho deverá ser pintado em sinal de agradecimento. Mas a história por detrás do boneco é o que realmente vale a pena, e me fez ter um :-).

Na antiga China, havia um bonzo chamado Daruma (bonzo = sacerdote do budismo), que queria compreender o significado da vida. Tentou de muitas maneiras chegar à resposta mas todas falharam, por fim, resolveu sentar-se em frente ao seu templo e meditar procurando a resposta. Durante anos permaneceu focado na questão, então depois de 9 anos, obteve a resposta, a verdadeira essência da vida.

Daruma foi o fundador da religião Zen Budismo que circulou entre China e Japão no século XII, com adeptos até no Brasil hoje em dia. O boneco surgiu depois de sua morte, e foi sendo remodelado até a forma atual, e é tradicionalmente vendido nos finais de ano, perto dos templos e santuários nos países orientais para as pessoas fazerem seus pedidos no ano que se inicia.

Dessa história, vem aquela frase que qualquer mortal já ouviu falar quando alguém é muito paciente - tem a paciência de um monge budista, assim como o termo Zen, que é erroneamente usado para designar qualquer pessoa, atividade ou objeto que traz a mais alta calmaria do universo rs. Na verdade, a lição do Daruma e de qualquer ramificação do Budismo, mais que a paciência, é a persistência.

Aliás, esse conceito está personificado no boneco: o fundo é mais pesado, e junto com a forma oval, torna impossível deixar o Daruma virado. Ele sempre volta para a posição original, que representa o antigo bonzo sentado e meditando. É como um joão bobo rs. Infelizmente o meu Daruma que comprei na liquidacão de alguma lojinha japonesa, não faz esse feito :-(. Malditos comerciantes com suas mercadorias baratas. Outra característica importante é que o vermelho espanta o olho gordo e traz sorte, tornando o boneco comum nos comércios.

Chamo-o de Daruman (com N no final) em homenagem aos seriados japoneses que via na TV quando moleque. Ainda não realizei meu desejo, mas estou persistindo para tal. Inclusive deixo ele posicionado no meu quarto de forma que o boneco seja a primeira coisa que vejo quando acordo, para lembrar do que pedi e lutar por isso.

Uma lição legal que aprendi pesquisando sobre Zen Budismo para escrever o post - Conhecer a si mesmo, pois assim conhecerás o Universo.

Avatar

vishnu

Com certeza você ja leu a palavra avatar inúmeras vezes desde que começou a participar de redes sociais como orkut, facebook, blogs, e o tradicional forum. Aposto também que já viu a imagem acima em qualquer birosca que vende camisas customizadas.

Para quem não sabe, ele é o principal deus da religião hindu e chama Vishnu, que significa “aquele que tudo penetra” (sem trocadilhos, por favor), que de tempos em tempos descia do plano espiritual para o material, e dependendo do seu objetivo na Terra, escolhia uma forma para encarnar. Essa forma tem o nome de avatar e podia variar de um simples peixe até um príncipe.

Dos 10 avatares utilizados por Vishnu citados na mitologia, o mais famoso é o pastor de animais Krishna, considerado a sexta reencarnação de Jesus no nosso planeta. Ele foi a inspiração para o movimento Hare Krishna, e mais recentemente a música Mantra, com Nando Reis & Os Infernais, com direito à clipe na MTV. Quem não se lembra do coral “Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare”?

Bom, acerca de toda essa mitologia, estava pensando outro dia na palavra avatar e no porquê da galera usar para se referir à imagem que ilustra o profile nas redes sociais. Como já tinha lido um pouco sobre hinduísmo, logo associei as palavras-chave em ordem cronológica: mitologia-nerd-computador-internet-redes sociais.

Em tempo, minha explicação é que toda a concepção da computação tem bases nerds. Nerds gostam de mitologia (isso me torna um nerd?), e quando as primeiras redes sociais começaram a surgir, os criadores pensaram no termo mais simples, que todos os amigos conhecessem e fizesse sentido para designar a imagem que ilustra o profile, então a palavra avatar, vinda do hinduísmo.

Então, para você que sempre achou que avatar era uma palavra inglesa usada restritamente para se referir à imagem do seu profile no orkut, está enganado. Do mesmo jeito que Vishnu descia do plano espiritual para o material, nós acessamos o mundo digital através de um avatar.

Esse é o cara !

rambo

Para um ser do sexo masculino existir na sociedade, tem que, de muitas coisas, saber apreciar os filmes clássicos do cinema como Rambo, Rocky, Conan, Predador, Stallone Cobra, 300, Soldado Universal, entre outros. São filmes tão bons que dispensam uma história elaborada, mesmo porque o foco aqui é a porradaria.

Quem aqui não se lembra de cenas clássicas, como o Rambo derrubando um helicóptero militar blindado com arco e flecha, Rocky Balboa socando o file mignon no freezer do açougue, ou a cena em que mostra o soldado interpretado pelo Arnold Schwarzenegger que se suja inteiro de lama pra não ser captado no radar térmico do Predador? São cenas épicas de verdadeiros clássicos do cinema que merecem ser celebradas.

Todos esses filmes são estrelados por atores consagrados dos filmes de ação como Arnold Schwarzenegger, Steven Seagal, Chuck Norris, Charles Bronson, Van Damme (o mais boiolinha de todos. Só consta na lista porque derrubou uma bananeira a chutes durante seu treinamento em algum filme 80′), e claro, Sylvester Stallone, que tem em seu currículo os mais famosos filmes de ação da história, e é dele que vamos falar um pouco mais.

Sozinho,ele escreve, produz, dirige e atua nos clássicos. Só não faz o filme sozinho porque é impossível. Nascido em 1946, teve um nervo facial danificado durante seu parto, razão pela qual tem os olhos caídos e fala enrolada. Durante sua carreira, fez um pornô barato e pontas em filmes inexpressivos até explodir com o primeiro filme da série Rocky, sucesso de bilheteria em 1976 e indicado para 10 categorias do Oscar.

Costumo dizer que o cara é o maior entendedor do universo masculino. Seus filmes são sucesso entre o público masculino, independente da idade e cultura. Estava pensando nisso quando lia um artigo sobre experts em pesquisa de público, profissionais super valorizados que conhecem uma parte da sociedade a fundo, e dão assessoria para grandes agências de publicidade direcionar da forma mais efetiva suas campanhas para os públicos-alvo, então não pude deixar de fazer uma comparação. Se realmente existem profissionais que conseguem massificar milhares de pessoas em um mesmo saco, o Stallone seria o guru do público-masculino.

Voltando aos seus filmes, esses dias assisti ao tão esperado Rambo IV. Tinha criado uma expectativa muito grande em relação ao filme, tanto que estava disposto a pagar o roubo que é ir ao cinema hoje em dia só para assistir na telona e me gabar pro resto da vida que vi Rambo no cinema. Posso dizer que o longa superou minhas expectativas, pois segue a mesma fórmula dos filmes anteriores (Rambo vs algum exército) mas com um extra: muito mais violência - todo tiro amputa alguma parte do inimigo.

Na melhor parte do filme, John Rambo se aproveita de uma mini bomba nuclear, explode metade da selva onde estavam seus inimigos e ainda consegue fugir a pé da explosão sem se arranhar! É por isso e outras que digo que ele é o cara!

O próximo filme em que Stallone irá atuar se chama Inglorious Bastards, de Quentin Tarantino. Um filme ambientado na Segunda Guerra Mundial e que mostra um grupo de soldados prestes a ser executado, mas tem uma chance de reverter a situação. Se depender da união dos dois, vai haver muito sangue nas telonas em 2008.

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