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Category 'Brasil sil sil'

Dia Internacional da Mulher

Hoje é o Dia Internacional da Mulher ! :]

Direitos iguais entre homens e mulheres. Hoje parece óbvio, mas ainda falta muito para acontecer, especialmente em alguns países que as mulheres se vestem como na imagem acima.

Quem acompanhar a celebração pela mídia tradicional, vai se deparar com explicações que a data foi criada depois de uma conferência, partidos, política, enfim. Acredito que para chegar ao ponto de criar uma conferência para discutir os direitos da mulher na sociedade, houve muita violência antes.

Na época da revolução industrial, a fim de reduzir custos, os donos de indústrias contratavam mulheres, pois elas recebiam menos que os homens. As operárias trabalhavam 15 horas por dia, ganhando uma merreca e em um ambiente impróprio (me lembra as agências de publicidade, mas isso é outro assunto rs).

Em um evento único, as operárias de uma indústria fizeram greve de trabalho, e pediram melhorias. Foi então que um incêndiou tomou conta de tudo. A história diz que as portas estavam trancadas por fora, e culminou em centenas de mulheres mortas.

Incêndio criminoso, ou não, o fato é que as mulheres eram tratadas como lixo, e como em qualquer disputa de poder, a violência é inevitável. A história dessa greve foi um dos marcos mais famosos para a criação do Dia Internacional da Mulher, mas com certeza houve muitos outros eventos violentos.

Gostaria de ligar hoje no noticiário e assistir uma reportagem lembrando que as mulheres ainda recebem 30% menos que os homens nas empresas, que são pelo menos 20 casos -relatados- de violência à mulher por dia, que algumas culturas ainda fazem atos abomináveis como apedrejar uma mulher que escolheu namorar.

O que vai passar hoje no noticiário é uma reportagem mostrando as festas pelo país celebrando a data. Vai mostrar um grupo de frevo só de mulheres, um grupo de choro composto só por mulheres, e por aí vai. Como bons brasileiros, continuamos não fazendo nada.

Seu mundo anda girando rápido demais para você?

Estou há pouco no Twitter, e pra ser sincero ainda não o uso 100%, mas notei que as coisas andam cada vez mais rápidas por lá. O Twitter destaca palavras-chave com maior repercussão em tempo real, que chamamos de Trend Topics (TT). A questão é que antes eu jurava que a maioria dos TTs duravam pelo menos alguns dias. Se você lesse 1x por dia, era suficiente e não perdia nada, mas agora o negócio anda em questão de horas. Um TT que entrou no horário do almoço some antes do jantar.

Isso vai além do Twitter, mas foi só um exemplo ok. Quero dizer, é óbvio que o nosso mundo com a internet é um mundo neurótico (dãã), mas acredito que muitos, assim como eu, só percebem realmente essa aceleração depois que já está no ritmo. Vejam, a nossa relação e dependência de informação pela internet não é a mesma de 10 anos atrás, não é a de 1 ano atrás, e não é a de 1 mês atrás.

Sempre tentei achar um meio termo para que a busca pelo o que é interessante na web não se tornasse uma corrida sem fim, mas às vezes a gente se complica né. Por exemplo, nunca fui de atualizar meu conteúdo via celular, mas no apagão de 2009 eu não resisti (rs).

Analisando friamente esse blog, sei que um dos maiores defeitos é a lerdeza em incluir conteúdo novo, e que vai totalmente contra o que temos de internet hoje. Por essa falha e outras, sei que o re’cordis está fadado a nunca competir entre os mais visitados em algum ranking idiota.

Existe um movimento mundial iniciado em 1986 chamado SLOW, que cria a opção de um breque em um carro que só tem o acelerador (rs). Acredito que todos já ouviram falar em partes desse movimento. Slow food em oposição ao fast food? Todos sabemos que comer rápido é ruim, ainda mais se o tipo de comida que fica pronto rápido inclui cachorro quente e mc donalds, mas até então tínhamos poucas opções para relaxar no horário do almoço.

Conheci uma pessoa que tinha um “lava lento” de carro, e pelo o que entendi, fez um baita sucesso (rs). Na europa, dizem que o movimento é mais forte e inclui grandes mudanças. Sabe aquela rotina de 8/10/12 horas de trabalho? Eles estão tentando reduzir para 7/6/5 horas por dia. Se a gente fosse calcular tudo, o empregado que trabalha, por exemplo, 6 horas dia, rende mais, pois consegue se concentrar e por conseguinte torna o seu trabalho mais produtivo e criativo. Sem falar nas complicações e doenças que um empregado sobrecarregado e estressado pode ter, passando por insônia até ataque do coração. Racionalmente, o caminho mais correto é diminuir a velocidade.

Infelizmente, no Brasir a gente tem como exemplo os EUA, que pouco tem a ver com a europa, então nossos horários de trabalho estão na realidade aumentando, nossos almoços durante expediente diminuindo, e o que mais dói em qualquer mortal: menos lazer.

Hoje eu entendo o pessoal mais velho que era contra a informatização de tudo e todos (rs). Para quem se interessar, o site do movimento slow – clique aqui.

Eu gosto da ideia de desacelerar, e por isso estou postando isso. Viram a foto? É uma boa metáfora: com uma linda paisagem daquelas, o legal mesmo é ir mais devagar para curtir a viagem :]

Imagem do dia: cadeira de área

No último final de semana fui para Gália, interior de São Paulo. Fazia tanto tempo que não visitava a cidade (aproximadamente 15 anos) que acabei recordando muitas coisas por lá.

Uma das coisas que mais me recordo de quando ia criança para lá são as cadeiras. Todo mundo na cidade tinha umas dessas na varanda da casa, e pelo jeito essa mania continua até hoje (rs). Depois de muito procurar por “é uma cadeira com umas fitas coloridas”, descobri que o nome oficial é cadeira de área, bom, acabei trazendo uma para São Paulo ;-).

Pelo o que entendi do vendedor, ela é feita em Mirassol, também interior de São Paulo, e é febre nas cidades adjacentes como Garça, Marília, Vera Cruz, Bauru, etc. Gostaria de pedir para quem já viu essa cadeira alguma vez na vida que comente no blog, só por curiosidade mesmo :-).

Imagem do dia: apagão 2009

Acredito que a maioria aqui presenciou o fato que com certeza vai marcar 2009. A pane que resultou em 12 estados do país e mais o norte do Paraguai sem luz elétrica.

Quando aconteceu o apagão, eu estava do outro lado da cidade, no curso de pós. A princípio, achei que fosse somente na rua, mas conforme ia andando, comecei a ter ideia do desastre (rs). Acabei voltando de ônibus para casa, e até caminhei pelo centro histórico e Av. Paulista totalmente sem luz – foi uma experiência bacana, e provavelmente única na vida (rs).

Separei algumas imagens dos sites do Estadao.com e Folha.com.br para postar aqui no blog:

Av. Sumaré - SP

Av. Sumaré - SP (foto Evelson de Freitas/AE)

Av. Paulista (foto Caio Guatelli \ Folha Imagem)

Av. Paulista (foto Caio Guatelli Folha Imagem)

Av. Paulista (foto Marlene Bergamo \ Folha Imagem)

Av. Paulista (foto Marlene Bergamo Folha Imagem)

Av. 9 de Julho - SP (foto Caio Guatelli \ Folha Imagem)

Av. 9 de Julho - SP (foto Caio Guatelli Folha Imagem)

Av. 9 de Julho - SP (foto Caio Guatelli \ Folha Imagem)

Av. 9 de Julho - SP (foto Caio Guatelli Folha Imagem)

Av. Paulista (foto Marlene Bergamo \ Folha Imagem)

Av. Paulista (foto Marlene Bergamo Folha Imagem)

Av. Paulista (foto Rubens Cavallari \ Folha Imagem)

Av. Paulista (foto Rubens Cavallari Folha Imagem)

Atualização do post: quem gostou, pode ver mais aqui. (52 fotos)

Imagem do dia: inspiração

Acho que o designer que criou o logotipo do Playcenter ficou muito tempo olhando para a sua mesa ;-).

Dica do meu irmão, o arauto do modem, Tiésari.

Estamos dividindo certo?

Se procurar pela tag LIFE no flickr, vai achar essa foto. Se perguntássemos para 100 pessoas qual o sentido de vida nessa imagem, poderíamos ter 100 respostas. Para mim, a vida está em nós, no mar bravio, na areia seca e toda a natureza, que nos inclui também :-).

É engraçado que temos o péssimo hábito de nos separar do resto da natureza, tanto que até existem movimentos como “homens em prol da natureza”, como se não fossem ligados. Qual o problema de nos associar a tudo que conduz vida no planeta?

Sabia que o chimpanzé é animal mais próximo do animal ser humano? Achou estranho ser associado como animal? E se pedir para você pensar em: o ser humano é o animal mais próximo do chimpanzé?

Quando olho essa foto, penso se estamos dividindo da forma certa. Explico: para existir vida, essencialmente há de ter um ambiente propício para isso. O mar é ambiente de animais marinhos, terra, terrestres. Até na porra do céu tem vida (rs).

Independente da evolução do ser humano, a nossa concepção tem a ver com outros animais e o meio que dividimos nossas vidas. Nossas vidas são ligadas, e dependentes umas das outras. Não faz sentido mandar e desmandar na única herança que temos do planeta.

Nada mais racional do que afirmar que dependemos mais dos outros animais e do nosso ambiente comum do que de nós mesmos. Não sou ecochato, nunca fui ao forum social mundial, nem sou politicamente ativo, porém, sou sensato.

A propósito, hoje é dia mundial do meio ambiente e também comemoramos no país o dia da ecologia.

O monopólio do presunto

Estava lendo o jornal quando me deparo com a notícia da possível união entre a Perdigão e  Sadia. Logo, minha primeira reação foi: WTF? Um dos casos de concorrência mais acirradas no país, 2 empresas que viviam se pegando na disputa para ver quem vendia mais presunto. Como poderia imaginar que as empresas agora são amigas íntimas, daquelas que vão no banheiro juntas (rs).

Foi ainda mais estranho ler que a Perdigão está comprando a Sadia, e não o contrário (rs). Quem diria que a eterna “segundona” na realidade tivesse mais din din que a tal líder, que detinha primeiro lugar na lembrança do consumidor (top of mind), marketing share e até preço final ao consumidor mais elevado.

A resposta está aqui: Com a aquisição (da empresa ELEVA, dona da Avipal e Elegê), a Perdigão atinge uma marca histórica: ultrapassa a arqui-rival Sadia em faturamento, tornando-se a maior empresa brasileira de alimentos. Essa notícia é 10/2007, ou seja, eu não me interesso por economia (rs). Quem quiser ler na íntegra, clique aqui.

Mas o que isso afetará os mortais consumidores? Elementar, estamos diante do futuro monopólio do presunto no país do futebol ! Esqueça todas as suas esperanças de comer misto quente no café, ou achar que o pão com presunto do Chaves é um alternativa de pobre para enganar a fome. A gente vai ser forçado a migrar para a mortadela.

A concorrência, como era no caso da Sadia e Perdigão, era saudável para os consumidores, que pagavam menos por algo melhor. Com a junção das empresas, a tendência é o nosso presunto virar uma Telefônica da vida, ou não.

Só nos resta torcer para a Aurora continuar a vender baratinho sem ser esmagada pela super empresa que irá se formar.

Malandragem dá um tempo: Lei de Gérson

De Macunaíma, o antiheroi sem caráter de Mário de Andrade, passando por Zé Carioca e a Lei de Gérson: afinal, somos mesmo malandros? Essa questão foi respondida de várias formas. Intelectuais, sociólogos, políticos, formadores de opinião, todos deram sua contribuição para o que parece ser irrespondível.

Dentre as respostas, uma das mais plausíveis que já li foi uma que saiu na revista Época, que falava sobre a “…necessidade de uma nova definição do que era ser brasileiro, tema pulsante na década de 20, quando os imigrantes contribuíam para um novo perfil de nação. A convicção era de que a mão-de-obra importada era muito melhor que a nacional. Alguns estudiosos defendiam que dos escravos havíamos herdado o horror ao trabalho e dos índios um talento especial para a preguiça. É desse cenário que surge a compreensão da força da malandragem, uma espécie de contraponto ao exército de trabalhadores dedicados e produtivos, que primeiro a agricultura e depois a indústria tanto necessitaram para competir no mercado internacional. Os malandros passaram a fazer parte do imaginário de um país de alma escravista como uma espécie de resistência ao modelo europeu cheio de regras.”

De toda essa herança social, chegamos finalmente ao ano de 1976, quando a publicidade usa um grande jogador de futebol para brilhar no anúncio do cigarro Vila Rica:

Gérson de Oliveira Nunes foi apenas o garoto-propaganda, mas acabou virando mais que isso depois da campanha. Em tempo: o jogador afirmava no comercial para TV: “É gostoso, suave e não irrita a garganta”, “Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro?” e Gosto de levar vantagem em tudo, certo?”.

No final das contas, poderia ter passado batido, mas não foi o que aconteceu. Como se tivesse acertado em uma ferida não cicatrizada da sociedade, essa campanha foi satirizada, e seu garoto-propaganda crucificado. A Lei de Gérson estava criada. Na época, virou piada, e sempre que acontecia alguma situação digna de “malandragem”, as pessoas lembravam da lei, que basicamente era levar vantagem em tudo, mesmo que isso não seja ético.

Como sabemos, é comum a publicidade utilizar-se de figuras públicas, como jogadores de futebol, e -principalmente- de traços sociais em determinada sociedade. É por isso que a publicidade é regional. Quem criou o conceito da campanha do Vila Rica, sacou que somos malandros mesmo (rs).

De todas as reações, a gente escolheu ironizar, um traço comum do brasileiro, o que alguns afirmam ser pura criatividade.  De qualquer forma, a reação foi negativa, e isso é importante.

Bom, no segundo episódio dessa discussão (primeira parte aqui), já vimos que não queremos ser malandros. Falta então, atitude para mudar. Pretendo escrever um último post sobre isso finalizando o assunto.

PS: O jogador, posteriormente, afirmou publicamente ter se arrependido de ter participado da campanha

Vídeo do comercial:

Malandragem dá um tempo: Walt Disney no Rio

Dizem que quando Walt Disney veio ao Brasil em 1941, mais especificamente no Rio de Janeiro, conheceu muitos pontos turísticos da cidade. A razão da pesquisa era a produção de 2 filmes inspirados na cultura brasileira, e que serviriam para “unir” os países contra o “eixo”, esforço de guerra. Apesar de toda a teoria da conspiração aqui, o que importa da visita do artista no país é sua visita ao Pão-de-açucar:

Depois de dias turistando pela cidade maravilhosa, Walt Disney resolve conhecer o Pão-de-açucar. Para felicidade das crianças, dessa vez ele vai sem a equipe de produção, o que acarreta em uma das situações mais ridículas e caricatas do Brasil sil sil: tentaram vender o Pão-de-açucar para o gringo ! (rss)

Tentem imaginar a oferta! -Para você, que é um gringo do bem, ofereco todas essas montanhas por apenas R$ 99,99 réis (moeda vigente em 1941). Que absurdo !

Desse caso, surgiu um dos principais personagens Disney, o Zé Carioca, que mais tarde iria estrear os filmes Salutos Amigos (Alô Amigos) em 1943 e The Three Caballeros (Você já foi à Bahia?) em 1944.

O personagem Zé Carioca é um papagaio, que vive fugindo dos cobradores, pois deve dinheiro e não consegue pagar (acho que essa situação é comum até hoje, né?).  Ele sempre carrega consigo um guarda-chuva e um chapéu-panamá, que são parte do “malandro clássico” do Rio de Janeiro, como diz a letra de Wilson Batista: “Meu chapéu do lado / Tamanco arrastando / Lenço no pescoço / Navalha no bolso / Eu passo gingando / Provoco e desafio / Eu tenho orgulho / Em ser tão vadio” -  Evidentemente, a navalha foi trocada pelo guarda-chuva :-).

O que acho mais fantástico de tudo isso, foi a capacidade do Walt Disney de em tão pouco tempo, sacar o malandro esteriótipo carioca, e depois personificar de modo que até um ser que mora no Acre (Acre existe?) se identificar com o Zé Carioca.

Podemos lembrar um dos maiores historiadores do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda – sim, pai do Chico (rs) – demorou anos e anos a fio para resultar em o que ele chamou de “cordialidade brasileira”, que se liga ao famoso jeitinho brasileiro, coisa que o gringo sacou em 3 dias. Sérgio ainda identificou muitos outros aspectos importantes do brasileiro, mas um que vale a pena sair um pouco do assunto e ser citado, é que por causa da cordialidade brasileira, o país está estagnado nos ambientes político e social, sem chances de mudar. A “mudança”, segundo ele, deve vir de dentro do país, em outras palavras, do brasileiro. O país não cresce porque o brasileiro não quer, já dizia um velho amigo.

Poxa, quer dizer que a gente está na merda porque somos malandros? Muitos acreditam que sim.

Na minha opinião, acho que se realmente a gente estivesse determinado a mudar o país, a gente conseguiria. O problema é quem de fato se mexe e faz alguma coisa é 0.1% da população. Se todo político que roubasse e não fosse preso, o povo saísse em peso nas ruas pra colocar ele pessoalmente atrás das grades, a malandragem na política estaria resolvida, e nunca mais teríamos que ver aquelas piadas mais-que-chatas de políticos ladrões.

Próximo post continuo a história sem fim da malandragem no Brasil.

Imagem do dia: comunicação eficiente

Pense comigo: imagine-se dono de uma empresa, e no momento, tivesse que comunicar algo àquele funcionário que não aparece faz 2 dias no trabalho sem explicação. Como você faria?

. Telefone
. Celular
. E-mail
. SMS (torpedo)
. Carta
. Telegrama
. Mandar alguém pessoalmente
. Pombo correio

Mas não! Você tem estilo! Por isso que ainda não inventaram nada mais eficiente do que um anúncio nos classificados do caderno de – pasmem – esportes do Estado de S.Paulo. Você é inteligente e sabe que a Dona que está prestes a perder o emprego, deve comprar o jornal todos os dias para ler as notícias de esporte.

Não, falando sério. Alguém sabe como isso funciona? Qualquer opção da lista acima é bem mais barato do que anunciar no jornal. É algo do tipo burocrático e legal para se fazer quando não quer mais o empregado mas tem a obrigação de “comunicar” previamente?

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