blog re'cordis
5Mar/103

Quando um comercial emociona

Contar uma história em 90 segundos e ainda emocionar. Estou impressionado com esse comercial, e orgulhoso de trabalhar com publicidade :] - acho que faltam mais comerciais desses na nossa TV (rs). Dica do @radarsocial via twitter.

25Feb/103

Seu mundo anda girando rápido demais para você?

Estou há pouco no Twitter, e pra ser sincero ainda não o uso 100%, mas notei que as coisas andam cada vez mais rápidas por lá. O Twitter destaca palavras-chave com maior repercussão em tempo real, que chamamos de Trend Topics (TT). A questão é que antes eu jurava que a maioria dos TTs duravam pelo menos alguns dias. Se você lesse 1x por dia, era suficiente e não perdia nada, mas agora o negócio anda em questão de horas. Um TT que entrou no horário do almoço some antes do jantar.

Isso vai além do Twitter, mas foi só um exemplo ok. Quero dizer, é óbvio que o nosso mundo com a internet é um mundo neurótico (dãã), mas acredito que muitos, assim como eu, só percebem realmente essa aceleração depois que já está no ritmo. Vejam, a nossa relação e dependência de informação pela internet não é a mesma de 10 anos atrás, não é a de 1 ano atrás, e não é a de 1 mês atrás.

Sempre tentei achar um meio termo para que a busca pelo o que é interessante na web não se tornasse uma corrida sem fim, mas às vezes a gente se complica né. Por exemplo, nunca fui de atualizar meu conteúdo via celular, mas no apagão de 2009 eu não resisti (rs).

Analisando friamente esse blog, sei que um dos maiores defeitos é a lerdeza em incluir conteúdo novo, e que vai totalmente contra o que temos de internet hoje. Por essa falha e outras, sei que o re'cordis está fadado a nunca competir entre os mais visitados em algum ranking idiota.

Existe um movimento mundial iniciado em 1986 chamado SLOW, que cria a opção de um breque em um carro que só tem o acelerador (rs). Acredito que todos já ouviram falar em partes desse movimento. Slow food em oposição ao fast food? Todos sabemos que comer rápido é ruim, ainda mais se o tipo de comida que fica pronto rápido inclui cachorro quente e mc donalds, mas até então tínhamos poucas opções para relaxar no horário do almoço.

Conheci uma pessoa que tinha um "lava lento" de carro, e pelo o que entendi, fez um baita sucesso (rs). Na europa, dizem que o movimento é mais forte e inclui grandes mudanças. Sabe aquela rotina de 8/10/12 horas de trabalho? Eles estão tentando reduzir para 7/6/5 horas por dia. Se a gente fosse calcular tudo, o empregado que trabalha, por exemplo, 6 horas dia, rende mais, pois consegue se concentrar e por conseguinte torna o seu trabalho mais produtivo e criativo. Sem falar nas complicações e doenças que um empregado sobrecarregado e estressado pode ter, passando por insônia até ataque do coração. Racionalmente, o caminho mais correto é diminuir a velocidade.

Infelizmente, no Brasir a gente tem como exemplo os EUA, que pouco tem a ver com a europa, então nossos horários de trabalho estão na realidade aumentando, nossos almoços durante expediente diminuindo, e o que mais dói em qualquer mortal: menos lazer.

Hoje eu entendo o pessoal mais velho que era contra a informatização de tudo e todos (rs). Para quem se interessar, o site do movimento slow - clique aqui.

Eu gosto da ideia de desacelerar, e por isso estou postando isso. Viram a foto? É uma boa metáfora: com uma linda paisagem daquelas, o legal mesmo é ir mais devagar para curtir a viagem :]

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9Nov/093

Firefox, há 5 anos salvando as pessoas do Internet Explorer

É hoje o aniversário, acabei de ficar sabendo pelo Twitter ;-) .

Uso o Firefox faz alguns anos, talvez desde as primeiríssimas versões. Na época, foi um alívio poder contar com uma alternativa à altura do Internet Explorer, além de navegar sem pop-ups chatos e com ajuda de abas. Foi revolucionário.

Lembro muito bem que a Microsoft estava começando a comercializar os navegadores de internet, inclusive monopolizando as versões mais novas somente para quem tinha cópia do Windows, então veio o Firefox (Open Source - Gratuito) e acabou com isso (rs). Por essa e outras que sou fã da raposa de fogo.

Recomendo ver o vídeo comemorativo, são apenas 2 minutos. Quem ainda usa o Internet Explorer, faça um test drive pelos 5 anos. Por aqui, é possível baixar as versões em várias linguas e sistemas operacionais. Eu particularmente prefiro em inglês mesmo.

Inclusive esse blog não abre direito no IE, só para constar. Os motivos são os mesmos que fazem 99% dos desenvolvedores web odiarem o programa da Microsoft, além do youtube.

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6Nov/095

Geração Ipod

Estava pensando em um nome para identificar a geração que nem tira mais os fones de ouvido, mesmo que precise conversar. Acabamos acostumando tanto, que em em curto espaço de tempo, passou a ser normal conversarmos com alguém com pelo menos 1 dos fones no ouvido (rs).

Geração Ipod parece um nome bem legal, mas para a minha surpresa, alguém já tinha pensado nisso antes (rs). Isso o que acontece quando não se lê todas as revistas sobre tecnologia. Bom, continuo com a minha meta de fundar um nome legal que será usado por outras pessoas.

Na realidade, o que quero tratar nesse post é sobre o traço, na minha opinião, mais marcante dessa geração, que é a individualidade, mas não somente isso, também solidão, eu diria que o assunto está entre esses 2. Acho que os fones de ouvido caracterizam bem tudo isso:

Acordo 7h da manhã e faço meu café. Como em casa, a única companheira é a televisão, que só ligo para isso. Antes de sair, coloco os fones e mp3. No elevador, cruzo com uma senhora que fala - Olá.  - Bom dia, retruco. Nada mais.

Passo pela guarita do prédio. O porteiro, que nunca soube o nome, me olha nos olhos. Não digo nada, apenas continuo. Caminho 2 quadras e chego à academia. Na recepção, há 2 recepcionistas. Não falo nada. Saco a carteira de aluno e passo na catraca. Faço o tal do alongamento enquanto espio as pessoas com a vertigem de imagens formadas por espelhos colocados em frente aos outros.Percebo o professor da musculação. Falo com ele a cada 3 meses para troca do meu treino, também não sei o nome dele. Divido o espaço com pelo menos 10 pessoas, tirando aquela menina que é a fim do professor, ninguém conversa com ninguém.

2 horas depois, estou pronto para ir trabalhar. Pego o carro, que fiz questão de colocar o insufilm mais forte que consegui (85%) e dirijo até o meu trabalho. Fecho as janelas, me tranco. Com excessão do vidro da frente, não há brechas na minha fortaleza. Tiro o fone de ouvido, ligo o rádio que tocam minhas mp3s. Durante o trajeto, há alguns moleques e vagabundos que vêm tentar limpar o vidro do meu carro. Depois de muitos anos de não, acho a maneira mais eficaz de fazer eles irem embora. Olho para a frente, para o infinito, finjo que não existe ninguém do lado de fora do meu carro tentando contato. Pronto.

Chego ao trabalho, passo por uma portaria, e na catraca uso meu cartão para liberar o acesso. O elevador sobe cheio, como em qualquer prédio comercial. Metade olha para o teto, a outra para o chão. Eu olho por entre as pessoas por meio do espelho no fundo do elevador. Vejo sombras, eu, e um fone de ouvido.

Entro no escritório, minha sala é a primeira. Hoje não estou com paciência para ouvir as pessoas, entro direto na sala e fecho a porta. A primeira providência é ligar o msn do trabalho e alternar nos primeiros 10 minutos offline e online, para meus chefes perceberem que já estou trabalhando.

Logo depois, entra meu assistente. Ele me cumprimenta com cara de sono e logo percebe que estou naqueles dias. - Abre o meu trânsito, tem um código que preciso que você limpe até o almoço. É a única coisa que falo, não tiro os fones de ouvido, nem pauso a música.

Quando chega 12h, o escritório começa a ficar agitado. Os grupinhos para o almoço são formados, e meu assistente vai com o pessoal de TI. Por msn, digo que preciso terminar um trabalho e não posso sair. Mentira. Quero ir almoçar mais rápido indo sozinho para sair mais cedo da labuta.

Quando todos já almoçaram, saio. Gosto de ir a um kilo que tem um corredor fino, onde sento na última mesa, sozinho. - Deu 12,58 mais 2,50 do refrigerante. Estendo o meu cartão.

De volta ao escritório, passo outro job para meu assistente, assim ele não me enche até o fim do dia. Não gosto dele, está na cara que não gosta de trabalhar, como qualquer estagiário. Escolhi mal, mas nunca parei para conversar com ele, aliás, nem lembro mais qual a faculdade que ele está estudando.

Saio do trabalho, pego o carro, vou para um curso de extensão que a empresa está pagando - é programação C#, enfadonho. Na minha classe só tem homem. Não conheço ninguém, não sei nem os nomes dos professores. Entro na classe, vou até o fundo e me sento. Anoto o blá blá blá sobre programação enquanto sonho que estou em casa fazendo outras coisas.

O professor avisa do  intervalo de 20 minutos. Por um momento, me sinto atraído por um grupo na classe que conversa sobre futebol. Ahh, preguiça. Desço até a lanchonete, onde leio meus emails e outras coisas da internet pelo meu celular.

A aula termina, tiro o fone, entro no carro, fecho as janelas, ligo a chave. Tenho a preocupação de não parar emparelhado janela com janela com outros carros no semáforo, é desconfortável.

Chego em casa, preparo meu jantar e como lendo um texto na internet. Levanto, tomo banho, deito na cama. Acabou o dia. Configuro o despertador para as 7h.

Esse foi um dia na vida de alguém da Geração Ipod, não sou eu ;-) . Evidentemente, exageradíssimo.

A questão é: você se identificou com alguns pontos do personagem? Eu me enquadro em alguns, como a preguiça de ouvir as pessoas alguns dias, cuidado para não emparelhar o carro no semáforo e a conversa burocrática nos elevadores.

Mesmo que dê no notíciario que as pessoas compram insufilm para aplicar nos carros por causa da violência, acredito que nao é somente isso. Tudo o que levantei na história, tem a ver com a nossa vontade de individualidade.

Depois de descrever o dia na vida desse infeliz, olhei por cima e percebi que a música está na maioria dos momentos. E isso é uma inversão de valor, pois a música sempre teve o intuito de reunir as pessoas, e não de individualizá-las. Às vezes sinto falta da época que você ia na casa dos amigos para ouvir música, quando discos não eram tão acessíveis.Lembra da última vez que trocou ou emprestou um CD de música para algum amigo?

Uma das coisas que aprendi viajando foi que o mundo fora do burburinho das grandes cidades ainda não é 100% digital. Você não consegue fazer as coisas sem ter de parar, conversar, pedir ajuda aos outros.

Essa é a grande diferença entre viajar como turista e como viajante. O turista compra um pacote fechado, e antes de viajar, recebe por email fotos e cronograma, horários, preços, tabelas, TUDO. Não há imprevistos, e não há deslumbramento ou estranhamento, o turista simplesmente segue o plano de viagem.

Geralmente, turista fica em hotel, e hotel nada mais é uma construção totalmente fora do contexto do resto da cidade (rs). Dentro do hotel, o turista não vai experimentar as comidas da região, pois o chef fez faculdade em São Paulo e alguns cursos na frança. Não vai conhecer pessoas da região, pois no hotel só tem turista, não vai aprender nada de novo, e pior, quase não vai ter contato com a cultura que escolheu como destino de viagem.

O viajante, não necessariamente precisa andar com uma mochila gigante nas costas, mas esse confia nas pessoas. Chega ao local e pergunta onde que dá para dormir, e talvez com sorte, recebe um convite para dormir na casa de algum nativo, jantar com sua família, comer prato típico, ouvir histórias, aprender a sua cultura.

Pedir ajuda para alguém é também um ato de confiança, e de humildade. O seu celular não vai resolver sua fome em uma praia de pescadores longe de tudo, é bem por aí.

Não precisa ir muito longe, afastado de tudo para sentir a diferença na atitude das pessoas. Das 2x que fui ao Paraná senti um contraste gritante nas gentilezas, e mesmo em São Paulo, é só sair da cidade e cair em uma praia que não foi invadida por cimento e carros.

Fato: cada vez vão menos pessoas nas festas de aniversário, é muito mais fácil dar parabéns pelo orkut.

Enfim, acho que isso rende um muro de texto, e não é muito conveniente para ler pela internet. Caminhamos para um mundo totalmente virtual, e cada vez acho mais escroto. Então da próxima vez que for enviar um parabéns pelo aniversário de algum amigo pelo orkut, tente sair de casa, ir até ele e dar um abraço, bom, pelo menos um telefonema ;-) .

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3Sep/095

Videolocadora não é programa de índio

Às vezes é engraçado lembrar de como as coisas eram antigamente. Lembro que minha mãe comprou um videocassete da Gradiente, na época, era um dos melhores aparelhos do mercado com uma super velocidade para rebobinar de 4x (rs).

Não esqueço da emoção que foi entrar em uma locadora, umas das pouquíssimas que existiam, e escolher entre tantos filmes incríveis - digo, porque na TV aberta, só passava merda, né?

O filme escolhido para a grande estréia foi E.T, o extraterrestre, um clássico de 1982 devidamente transformado em fita VHS. Para melhorar ainda mais, chamei os amigos e fizemos uma pipoca - na panela - porque ainda não existia microondas ;-) .

Por que estou falando disso? - Essa semana li um artigo no LINK, do Estadão, falando sobre a eminente extinção das videolocadoras físicas. Com a internet, a tendência é que baixemos os filmes em versão digital, o que seria mais rápido, seguro, prático e barato.

Acredito que daqui a algum tempo, videolocadoras físicas serão um nicho de mercado tão pequeno como as lojas que vendem discos de vinil. Não é mais somente alugar um filme. As pessoas irão para passear, relembrar filmes antigos ou para conversar com o dono da locadora.

O intuito deste post não é discutir o que vai acontecer, mas recordar um pouco desse nobre passeio que é ir sábado à noite na locadora (rs).

Não sei vocês, mas acho extremamente sem graça assistir a um filme no monitor do computador. Mesmo quando baixo pela internet, acabo gravando em um DVD-RW e assistindo na TV, esparramado pelo sofá e acompanhado de algum quitute, como pipoca.

O que acho mais legal de ir a uma locadora, é a quantidade de filmes para escolher. Gosto da ideia de visualizar -e poder pegar- na capa do filme, ler a sinopse, discutir com o dono da locadora (rs). Sempre que vou fico pelo menos 1/2 hora escolhendo um filme.

Tem dia que estou a fim é de ver um clássico, então nem olho para a seção de lançamentos. Tem dia que depois de tanto procurar, acabo cedendo às dicas do pessoal da locadora. Existe coisa mais frustante do que ir seco para alugar aquele filme e chegando lá você descobre que todas as cópias estão locadas?

Quando chegar o dia em que não houver mais a locadora na esquina da minha casa, vou sentir saudades dessas coisas!

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25Aug/093

Imagem do dia: with love, Pirate Bay

Acho que a imagem é auto-explicativa, mas para quem por ventura não conhece o Pirate Bay, digamos que é o maior indexador de torrent da internet. Pelo seu tamanho, e postura irônica em relação aos direitos autorais, o site foi alvo de muitos processos de gigantes da indústria audiovisual.

Esses processos se arrastam faz alguns anos e até agora nada está resolvido. A camisa é algo como um aniversário de 5 anos dos processos, e segundo o blog deles, está sendo enviada para as empresas que estão processando o Pirate Bay (rs).

Queria uma camiseta dessas ;-) , pena que é bem carinha para os padrões tupiniquins (20 euros).

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Atualizações do blog: coloquei um contador de followers do meu twitter junto aos widgets (barra vertical direita). Além disso tentei, em vão, linkar o logotipo do blog para a home.

Gostaria de pedir desculpas pela falta de posts. Tá foda. Outro dia fiquei 1 hora olhando pro teto tentando pensar em algum assunto que quisesse compartilhar com vocês. Post bom flui, sai na hora, como esse. Tenho vontade de escrever e pronto.

Preciso de algum remédio popular contra a crise criativa (rs).

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9Aug/097

Excesso de código binário na nossa vida

Outro dia estava fazendo a leitura diária de sites de design quando notei que estavam todos comentando sobre um tal de behance, que nada mais é que mais uma rede social, como o orkut, mas direcionado às pessoas que trabalham com design.

- Porra !

Já existe o devianart, flickr, carbonmade, fora os menores que são dezenas. Tudo isso para um público super seleto, que são pessoas que trabalham com design, que estão na internet a fim de divulgar o trabalho e compartilhar trabalhos com outros designers.

Andei pensando nesse excesso de escolhas que temos na internet. Acho super sadio a possibilidade de criar e escolher da web, mas às vezes penso que isso em excesso é ruim, como dizem os mais velhos: tudo em excesso é ruim.

Um exemplo prático. Sabe quantos mensageiros instantâneos existem na ativa? Clique aqui para ver a lista (não completa). Quantas redes sociais como o Facebook e Orkut existem?

Na verdade, tudo isso foi criado primeiramente para facilitar a nossa vida, mas acabamos usando de forma contrária! (rs). O resultado é que passamos cada vez mais na internet, e pior, dependendo de sistemas binários para viver.

O Orkut, por exemplo, era saudável enquanto era único, até aparecer 128 concorrentes e seus amigos saírem por aí espalhados por 70% dessas redes sociais hehehe.

Outro dia fiquei 24 horas em casa com o celular desligado e com computador sem internet para fazer um teste. Eu me senti quase como um viciado em drogas em uma clínica de reabilitação :-) .

Dizem que o futuro é o passado. Do jeito que andam as coisas, estou começando a apostar que o futuro da internet vai ser como no passado, com menos escolhas, porém concentrados com maior número de pessoas.

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Atualizado imagem destaque, about me e contato.

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8Jul/097

Você está aqui para ser feliz

Esse é um post diferente. Diferente porque nunca coloquei um comercial daqueles inspirados, mesmo sendo publicitário.

Na verdade é uma dica que li via @cassita (sim, tenho twitter rs), e gostei demais da mensagem. Apenas dêem play e fiquem felizes por estarem por aqui :-) .

12Jun/095

Meu chapéu na chapelaria

Acho que alguns já perceberam a barra no topo do re'cordis. Trata-se do blogs da chapelaria.org, uma reunião digital de bacanas, e que desde de hoje, faço parte :-) .

Basicamente, o objetivo da chapelaria é divulgar o conteúdo gerado por todos os blogs, é o famoso "a união faz a força" (rs). O que difere o conglomerado das panelas entre blogs que existem por aí, é que não existem metas de acesso, $$$, muito menos ranking entre blogs, o que significa que não vamos nos ficar linkando gratuitamente nos posts sem que haja um bom motivo -e interessante- para isso.

O que acho mais foda na chapelaria é que de certa forma, os conteúdos dos blogs se completam. Notem que há desde de blogs de música, passando por carros, publicidade, internet, e até um blog sem tema, que é o re'cordis (rs).

Para formalizar tudo isso, tive que escolher um chapéu, e por motivos óbvios, escolho o de aba curta. Até tentei ilustrar, mesmo que tenha ficado essa bosta (rs). Isso que dar fazendo as coisas correndo.

Recomendo a leitura dos blogs da chapelaria, e esse post no yassuda explicando mais sobre o projeto.

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2Apr/093

Imagem do dia: poderio blogueiro

Há tempos que a gente discute a importância dos blogs como mídia.
Bom, eu pelo menos, nunca vi nada melhor que isso :-) . - Retirei do cartaz (publicidade) do filme Che.

Sabe aquelas frases de impacto toscas que acompanham o material de divulgação do filme? Sim, isso continua igual, mas em vez de usar uma frase de um grande jornal, foi preferido o comentário de um blogueiro.

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6Feb/094

Pidgin, camaradas

pidgin

Em se tratando de software, sou de esquerda :-)
Lembre-se que antigamente, até para ganhar "acesso" à internet era pago. Aliás, até na pré-internet, quando a gente se divertia com as BBS (Bulletin Board System) - as melhores eram pagas, enfim, o mundo virtual era na base do credicard, e isso não era muito legal.

Aos poucos o pessoal barbado do mundo virtual começou a se mexer, e desde então, muita coisa mudou para melhor. A grande sacada da ideologia do software livre é enxergar que a internet é livre, e que por meio dela, temos poder. Até o garoto nerd de 15 anos com espinha que sonha com dragões e night elves (rs).

Pois bem, pois bem. Não vamos nos aprofundar na questão comportamental e ideológica nesse post. Só queria indicar um bom programa de IM (Instant Messenger), mas antes: pausa para introdução histórica.

Era uma vez, em uma internet não tão distante, o pioneiro dos mensageiros, o ICQ (pronuncia I SEEK YOU) era de longe a coisa mais legal e mudérna que alguém poderia ter. Relativamente, muito mais cool que twitter hoje (rs). Bons tempos.

O meu UIN é 385207. Isso mesmo, apenas 6 digítos e sem uso desde que surgiu o MSN, da Microsoft. Nesse episódio da internet, o Messenger surgiu com investimento em publicidade, e basicamente, era um programa que fazia a mesma coisa que o seu antecessor, mas com uma carta na manga: suporte à foto como avatar. Até hoje me questiono como o ICQ não correu atrás.

Depois disso, surgiram muitos outros IMs, como jabber, AIM, e gtalk, porém o MSN continua invicto, mesmo com a pior interface lotada de publicidade. Por esse motivo, sempre busquei uma alternativa, e hoje indico o Pidgin, pois é bem completo.

"pid-gin n. Uma forma simplificada de discurso que é geralmente uma mistura de 2 ou mais línguas, com gramática e vocabulário rudimentares, e usado para comunicação entre grupos que falam línguas diferentes." - The American Heritage Dictionary

Apesar do logotipo não ser muito inspirado, o nome é perfeito para definir o Pidgin!

O programa surgiu com o nome "gAIM", que era o cliente AIM para usuários Linux, mas como ficou popular, acabou sendo desenvolvido e se transformou em algo maior, uma excelente alternativa para qualquer tipo de sistema operacional ou IM.

O Pidgin é um software que consegue colocar na mesma lista AIM, Bonjour, Gadu-Gadu, Google Talk, Groupwise, ICQ, IRC, MSN, MySpaceIM, QQ, SILC, SIMPLE, Sametime, XMPP, Yahoo! e Zephyr. Ufa! Em outras palavras, se você tem contatos em mais de um IM, não precisa ter 10 programas instalados, use apenas 1.

Mais alguns motivos para você tentar:

. Software livre
. Desenvolve-se mais rápido que clientes particulares, como MSN
. Add-ons, plugins e skins
. Totalmente customizável
. Sem publicidade chata na interface

Experimente.

Obs: já reparou que a Microsoft é dona dos piores nomes de softwares? (Essa aprendi com o Michelan)
- Um sistema operacional com interface em janelas: Windows
- Editor de texto: Word
- Mensageiro: Messenger
- Navegador para internet: Internet Explorer

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2Feb/096

O que os novos piratas têm a ver com o Creative Commons?

pirates-dilemma
O ícone do pirata foi recriado: lâmpada (ideia) no lugar da caveira, e setas representando a troca de conteúdo. Até o lendário FAKE está presente (rs)

A imagem acima é parte da capa do livro The Pirate's Dilemma, que analisa a questão da pirataria na internet e sugere uma saída: empresas que perdem dinheiro com isso, como grandes gravadoras, deveriam assumir uma postura de concorrência, propondo uma oferta mais interessante para o consumidor - um CD com um encarte realmente bacana, por exemplo, ao invés de sair por aí processando quem promove a troca de MP3.

Não é preciso ser um gênio para pensar numa ideia dessas, ainda mais quando se acompanha a trajetória das grandes gravadoras na batalha contra a MP3. É sábido que processar metade da internet só piorou a situação, agravando ainda mais o prejuízo de dinheiro e imagem da empresa perante o consumidor.

Essa geração da internet quer ver soluções criativas, e não um bando de executivos com medo de perder dinheiro se protegendo por trás de leis de 200 anos atrás. A internet se renova em um intervalo de tempo alucinantemente pequeno. É óbvio que as leis não são adequadas para a internet, e tentar adequá-las é ainda pior.

Precisamos na verdade é de uma nova diretriz :-) . Voto pelo projeto Creative Commons - saiba porquê:

Resumidamente, o CC (Creative Commons) é um sistema de licenças que sinaliza e promove a geração de conteúdo intelectual, que teve uma explosão com a internet.

Lembra do famoso © ? É o ícone que representa o copyright, conhecido também como licença autoral ou "todos os direitos reservados". Apesar da simplicidade, poucos respeitam. Se você fizer uma paródia em cima de um jingle da TV, por exemplo, pode ser processado (rs). Claro que isso não acontece na prática, mas vira e mexe acontece alguns processos em cima de barulhos maiores, como a figura que disponibilizou filmagens raras da Globo no Youtube.

Entre "todos os direitos reservados" e "nenhum direito reservado" (domínio público) existia um grande buraco, e foi aí que o CC entrou em cena. O projeto enxergou essa falha que dificultava a recriação e reprodução criativa de conteúdo, então sugeriu o "alguns direitos reservados".

Utilizar o CC é concordar que a maior riqueza do homem é seu conteúdo intelectual, e este, pode ser multiplicado sem necessariamente estar envolvido com dinheiro. Esse é o perfil da nossa geração, que busca prazer no trabalho em 1° lugar e não apenas retorno financeiro. É a geração que gera conteúdo, que está reinventando o capitalismo e que se interessa por assuntos ecológicos.

O projeto Creative Commons não vai salvar as empresas da pirataria da internet, mas usar seu exemplo como base para uma nova diretriz, é um começo. É compreender que o mundo não está mais disposto a comprar tudo o que lhe é oferecido da mesma forma que era feito há 30 anos. O ponto inicial é identificar e tentar falar a mesma língua dessa geração.

Alguns exemplos (retirados do LINK, via Estadão):

. Cansados de lutar contra vídeos postos por fãs na internet, o grupo Monty Phyton criou um canal gratuito em seu site. Com isso, as vendas dos DVDs cresceram 23.000%.

. Em 2003, Madonna espalhou pela internet, faixas fakes de seu disco American Life. Quem abria ouvia a cantora falar "Que merda você está fazendo?". Adivinha o resultado? O disco se manteve disponível para download na internet e a frase virou paródia contra ela.

Sei que é complicada e polêmica a questão da pirataria na internet. Eu mesmo não gostaria de ver alguma ilustração minha sendo vendida silkada em camisetas no camelô mais próximo (conheço casos assim), mas processar a galera sob as leis arcaicas definitivamente não é a solução.

Existe uma tese que diz que o caos, apesar de ser caos, tem a sua organização. É como um quarto bagunçado onde você acha suas coisas :-) . Partindo desse pressuposto, a internet é um caos organizado por leis próprias, e leis de fora não são bem-vindas. Seria como sugerir ao dono do quarto bagunçado que arrumasse tudo. Imagina a cara feia dele (rs).

Não defendo a anarquia digital (rs), e nem concordo que a internet seja terra de ninguém, mas acredito que para tentar organizar esse caos, a ideia tem que partir da internet, um grande bom censo coletivo que não tem presidente nem é regional.

Insistir nessa fórmula, é repetir o erro da criação do Estado de Israel. Não deu e, provavelmente, nunca irá dar certo.
A internet contempla o conteúdo intelectual. Tem gente que ganha dinheiro com isso e tem gente que perde. Escolha teu lado.

Como utilizar o Creative Commons:

creative-commons-Attribution

Attribution / Atribuição - você precisa dar o CRÉDITO ao autor da obra em caso de reprodução.
O BY: é a versão antiga, e o do homem é o novo ícone para atribuição.

creative-commons-sharealike

Share Alike / Compartilhe igual - se você usar alguma obra com esse ícone, tem que disponibilizar o trabalho sob uma licença igual a a ela. Desse modo, não há como recriar alguma imagem e depois fechar com copyright, entre outras.

creative-commons-noncommercial

Noncommercial / Não comercial - obra protegida para fins COMERCIAIS.

creative-commons-noderivative

No derivative works / Sem trabalhos derivados - obra não pode ser alterada, mas pode ser copiada, reproduzida, etc.


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20Jan/096

Bye Bye Bush, Adeus, Sayonara ! :-)

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Se é por falta de tchau, adeus (rs).
Mais um que foi tarde.

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9Jan/097

Prêmio Dardos

selo premio dardos

A equipe do re'cordis (eu) está em festa hoje! O motivo é que o blog foi indicado ao Prêmio Dardos pelo Publicando! - Gracias, muchacho.

O que é o Prêmio Dardos:
"Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, étnicos, literários, pessoais, etc. Que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."

- Não tinha entendido o propósito no começo, mas depois percebi que o nome "prêmio" é apenas para facilitar a corrente rs. A ideia é aproximar os blogs parceiros - é o que acontece quando se elogia alguém :-)

Meus indicados:
Moderna a moda antiga
Almanaque Zero Dois
Um blogzinho de palavras
Grito das cinco

Se você está na minha lista, por favor:
1. Exiba a imagem do Prêmio
2. Poste o link do blog pelo qual recebeu o Prêmio. Avise seus escolhidos. (Não vale indicar a pessoa que te indicou)

Nota do autor - o blog re'cordis é escrito em um teclado velho e sujo, mas uma máquina de escrever é demais, hein? rs

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2Dec/081

O futuro da publicidade no Brasil

"- Quero meu logo maior !"

Introdução para quem não trabalha com comunicação -
Não. A gente não cruza os pés sobre a mesa, nem apoia o queixo em uma das mãos e faz um semblante quase celestial momentos antes da grande idéia - aquela que acende a lâmpada no pensamento.

Aliás, eu nem sei porque tem tanta gente com essa idéia maluca de prestar publicidade e propaganda no vestibular. E olha que já faz alguns anos que o número de candidatos por vaga de P.P é maior que cursos super tradicionais, como medicina e direito.

Deve ser propaganda enganosa, só pode. Embora ame de paixão o que faço, devo admitir que eu também cai. Aquela coisa de "Lellis Tratoria, o restaurante dos políticos, dos jornalistas, dos publicitários...".

De perto, a publicidade está bem distante da imagem que passam para as pessoas (deve ser propaganda enganosa também rs). Ouso dizer que, na realidade, ela é feia, bem feia. Nenhuma área é perfeita, eu sei, mas a minha é um pouco punk. Esperava, por exemplo, usar a carteira de trabalho pra outros fins mais dignos do que peso de papel rs.

Isso pouco importa agora. Dos pontos negativos, espero que melhorem, sempre - e batalho por isso. O intuito desse post é fazer uma crônica em cima de uma das coisas mais cômicas da publicidade: o cliente. É ele que paga pelo trabalho, é ele que aprova, enfim, é ele que pede pra aumentar o logo em 100% dos trabalhos.

Uma das coisas mais chatas do cliente, além de pedir pra aumentar o logo em todos os anúncios, é redesenhar todo o seu trabalho. Você fez faculdade e vem de muitos cursos e estudos pra saber que no caso do cliente X, seria legal trabalhar com uma postura mais agressiva de comunicação, com cores fortes, modelos estilosas e o escambáu. Daí chega o infeliz e pede pra mudar tudo !

Mas em um futuro não tão distante, isso vai mudar. Acompanhem:

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Andava em passos rápidos, quase tropeçando. Eram 8:47 e Bola estava a 2 quadras do seu trabalho. - Tinha esse apelido porque durante um campeonato intercolegial, ganhou os 100m rasos, e de tanta alegria, saiu da piscina e foi comemorar no lugar mais alto do ginásio. Não tinha reparado que a sunga tinha dividido aquelas 2 partes do homem, uma pra cada lado. Na realidade, a ansiedade dos pés era de uma constante preocupação com seu emprego. Era o último diretor de arte na ativa, e por isso, era considerado um gênio, um marco, praticamente o último dos moicanos da publicidade humana, como era chamada quando ainda existia redatores, mídias e atendimentos.

Trabalhava na última agência de publicidade do país, sobrevivendo de pequenos clientes que não tinham verba para comprar o novo pacote CCS (Client Creative Suit), que era a solução para qualquer tipo comunicação. Por meio dele, o cliente mandava, e o computador obedecia. Fazia anúncios, folders, sites, comerciais de TV, spots de rádio, enfim, os programas faziam tudo o que o operador desejava. A mágica era um dispositivo acoplado ao dedo indicador. Se imaginasse um lindo parque com flores, céu azul e pássaros voando, a cena era recriada em tempo real na tela. Não bastando imaginar, ainda interpretava informações faladas, no caso do operador não conseguir aplicar em sua mente: "- Preciso do céu mais azul. Não, mais verde agora".

Nos momentos que conseguia esquecer a sensação de corda no pescoço, lembrava dos velhos tempos, quando ainda tinha um redator como dupla de criação. Lembrava dos jobs pra ontem e dos clientes malas que ligavam na agência reclamando que o logotipo estava pequeno no anúncio. - Esses programas são uma merda ! - praguejou em sua mente. Não conseguia se conformar que sua profissão estava com os dias contados, praticamente extinta.

O seu trabalho era receber donos de empresas, que vinham à agência depois de uma noite inspirada e uma campanha publicitária pronta, bastando imaginar para o computador produzir. Não gostava do que fazia, mas era o único emprego digno que poderia fazer com a formação de publicitário. Quem já tinha sido cortado do mercado, virava hippie ou voltava para o campo.

Nesse mesmo dia, recebeu uma figura estranha: era um homem alto e forte com uma barba bem espessa e preta. Queria criar um comercial de TV para a sua fábrica de pregos. Para tal, tinha trazido uma série de referências impressas como obras de arte até anúncios de concorrentes. No meio da bagunça, Bola identificou uma antiga pintura - era Mona Lisa. Então deixou os primeiros esboços da imaginação do homem tomarem forma na tela.

- Você não pode utilizar o quadro nesse comercial. A propriedade intelectual é de outra pessoa.
- Como não? Tô pagando!

Depois de muitos retoques, o cliente avisa que vai finalizar, mas o programa não permite salvar, pois o quadro da Mona Lisa tem os direitos reservados. Apesar da clareza de informação, o cliente, como nos velhos tempos da publicidade, fica maluco, e em um acesso de fúria, pega o Bola pelo colarinho e mete um prego no pescoço dele, que agoniza no chão e morre.

Felizmente, o Bola não tinha contrato e nem carteira de trabalho. Era considerado mais um autônomo fantasma na sociedade e por essa razão, nunca aconteceu nada com o homem alto e forte, que apenas mandava uma caixa com 10.000 pregos e 10.000 parafusos para a mãe do Bola, para pagar as contas da casa vendendo para antigos publicitários, que tinham migrado para o campo atrás de novos desafios.

Anos depois da morte, um homem caminhou até a sepultura do Bola. Era o redator e ex dupla de criação dele, que derramando lágrimas, pega um spray e escreve no cimento: "O futuro é o passado" e volta para o campo. Foi a sua última visita ao túmulo. FIM

8Oct/084

Caricature-se

O site www.faceyourmanga.com oferece uma ferramenta bem legal para quem quer criar um avatar personalizado. Acima: eu, Vera, Michell e Mari (em sentido horário) - o pessoal está trabalhando comigo aqui na criação e atualmente morrendo de curiosidade pra ver como ficou essas caricaturas rs. - dica do meu irmão, o rei dos downloads brasileiro.

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4Oct/084

panda vermelho X genius da estrela

Nas últimas semanas fiz um test drive no novo browser do Google, o Chrome. Infelizmente, a bagaça só funciona em ruindows e como passo a maior parte do dia usando mac/os, só pude testar em casa, mas finalmente tenho o veredicto da disputa entre Firefox vs Chrome:

obs: para os testes foram usadas as últimas versões dos navegadores, e sem nenhum adicional como plugin, tema ou add-on.

Compatibilidade: (panda +1 ponto)

  • Firefox tem versões para os 3 principais sistemas operacionais: windows, mac/os e linux
  • Chrome tem versão beta (assim como tudo do Google) para windows. Para mac/os e linux é uma versão ainda em desenvolvimento chamada CrossOver Chromium. Lembrando que o browser do Google é recém-nascido, então a previsão é que logo mais tenha versões para linux e mac/os.

Interface: (empate. panda e genius +1)

  • Firefox foi o pioneiro com a navegação por abas e na opção de organizar os favoritos embaixo da barra de navegação, embora carregue desde as primeiras versões, sua cara de browser típico com botões de navegação e barra de status.
  • O Chrome trouxe uma interface inovadora e clean. De longe é o que mais caracteriza este novo browser. Embora seja possível customizar o Firefox de tal maneira, a comparação é válida somente para a interface vinda da fábrica. Junto a isso, o Chrome inovou na página inicial, organizando os sites mais visitados das últimas sessões como thumbnails. Ponto para a ousadia do Google.

Segurança: (empate. panda e genius +1)

  • Firefox foi o 1o navegador a avisar o usuário sobre os sites com suspeita de phishing, malware ou malicious. O Chrome parece compartilhar o mesmo sistema e banco de dados, segundo meus testes.

Controle de downloads: (genius +1 ponto)

  • Firefox de fábrica trabalha com a janela de downloads, assim como os browsers antigos.
  • Chrome trouxe inovações nesta parte. O download é visualizado por meio de uma barra na parte inferior da interface, sendo possível até arrastar o arquivo para alguma pasta, ex: desktop. Isso significa mais agilidade no controle de downloads. O ponto negativo desse sistema, é que não é muito prático quando você tem muitos downloads.

Controle de abas/guias: (genius +1 ponto)

  • Chrome faz tudo o que o panda faz, mas com um adicional: é possível arrastar a aba para fora, criando uma janela. Isso é uma evolução do sistema criado pela Mozilla.

Adicionais: (panda +1 ponto)

  • Neste quesito, o Firefox quebra o browser do Google como uma ativa comunidade de desenvolvedores de plugins, add-ons e temas.

Browsing for dummies: (panda +1 ponto)

  • Firefox embora revolucionário em sua estréia, carregou muitas características dos navegadores pioneiros, tornando-o mais acessível para quem não imagina o que seja a palavra browser.

Suporte: (panda +1 ponto)

  • Não há muito o que falar. Já tentou entrar em contato com o Google? É quase como falar com Deus rs. Já em relação à Fundação Mozilla, temos uma ativa comunidade que se ajuda, além dos desenvolvedores, que dependendo da questão, entram em campo e falam diretamente com o usuário, como foi comigo.

Privacidade: (panda +1 ponto)

  • O Chrome trouxe uma inovação para os punheteiros: um modo de navegação anônima que "limpa teu caminho", porém, não é nada anônimo navegar com um ícone gigante de um espião junto à interface, comprometendo sua privacidade para quem invadir seu quarto rs :-) . O único ponto positivo desta inovação, é poder transitar entre o modo normal e anônino com 1 clique.
  • Já o Firefox traz o modo old school de esconder por onde andaste na web. Tem que configurar nas preferências e a partir daí, é impossível de rastrear depois de fechada a sessão. Simples e prático.

Lendas da web: (panda +1 ponto)

  • Há boatos que dizem que pegaram alguns scrips dentro do Chrome que transmitiam informações das ações do usuário para a Google (a lá Microsoft). O Firefox nunca foi acusado de nada parecido, e a única opção de transmitir suas informações para os desenvolvedores é opcional.

Velocidade: (genius +1 ponto)

  • Tenho o relato de alguns amigos que juram de pés juntos que o Chrome carrega os sites mais rápido que o Firefox. Realizei alguns testes aqui em casa (speedy 8mb), mas o resultado foi igual em todos os sites. Consegui uma maior velocidade até usando o Firefox com um plugin chamado Turbo Firefox, que nem está no site oficial de plugins do navegador, ou seja, não deve ser seguro rs. Apesar de não ser científico, vou dar 1 ponto ao genius pois ouvi isso de várias pessoas.

Resultado final: 8 panda vermelho x 5 genius da estrela

Notas do editor:

Sou fã do Google, e nunca vi nenhum investimento deles dar errado. Talvez seja cedo para um review, mesmo porque o Firefox está sendo desenvolvido há anos, porém, o Chrome pegou um adversário à altura.

O Firefox é um software livre, que é 100x mais simpático do que beta (que exclui muitas responsabilidades do desenvolvedor por prejuízos causados pelo software), além de possuir uma comunidade ativa que se ajuda mutuamente e que espantou o fantasma do Internet Explorer para quem antes não tinha opção. Foi um dos sopros mais fortes de independência de softwares que participei, e acredito que todo esse histórico influencia na hora de escolher o browser.

Eu testei o Chrome durante 3 semanas, e apesar das inovações do Google, não gostei. O panda vermelho vai continuar sendo meu navegador padrão até segunda ordem.

O que mais pesou para a minha escolha foi a questão da interface. É óbvio que me acostumei com o Firefox depois de anos usando como navegador. Além disso, tenho uma série de plugins que tiram definitivamente o Chrome da reta, tornando o Firefox muito mais versátil e indo além de um navegador.

Para finalizar, é possível deixar a interface do Firefox idêntica, e até mais clean que o Chrome com temas e configurações.

Para quem não entendeu a imagem que vai com o post, fique sabendo que apesar do nome Firefox (raposa de fogo em português), na realidade o ícone do browser foi inspirada no panda vermelho. Isso está descrito no próprio site do Mozilla. Já em relação ao Chrome, é uma brincadeira que fala que o ícone do navegador lembra muito o brinquedo Genius, que foi fabricado pela Estrela aqui no país.

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4Jul/084

Disconnected

disconnected

Tudo aconteceu muito rápido. Eram em torno de 10 horas da noite de uma quarta-feira e estava feliz da vida aproveitando o lado bom da internet, quando de repente a conexão ficou instável. Na sequência não consegui acessar sites gringos, minutos depois nem sites brasileiros. O último suspiro da internet lá em casa foi a conferência com meus amigos no skype, mas as vozes começaram a ficar cortadas até finalmente -disconnected-.

Quem assina speedy no estado de São Paulo ficou na mão durante mais de 24h. Na quinta-feira à meia-noite ainda tentava conectar em vão. Cansei de ligar para o SAC, e a única esperança era a mensagem automatizada que ouvia quando digitava meu telefone: "o seu ramal está com problemas técnicos e encontra-se indisponível no momento. A previsão para normalização é de aproximadamente 1 hora".

O problema é que não importava o horário que você ligasse a previsão era sempre de 1 hora. Lá pela quinta tentativa e já puto com a voz robótica, solicitei atendimento com alguém de carne e osso. A informação que me passaram, é que o problema era o DNS da central - quase ofereci ajuda e um tutorial passo-a-passo para configurar o dito cujo. É óbvio que o problema não era esse. Bem típico da Telefônica culpar uma sigla para os leigos não terem argumento para cobrar o serviço que pagaram.

Aproveitei a ocasião para fazer uma coisa que há tempos não fazia: ouvir música. Não ouvir música na frente do computador lendo emails ou vendo sites ao mesmo tempo. Somente ouvir música. Um pouco impensável na correria de hoje em dia colocar aquele disco bacana, deitar na cama e curtir.

Enquanto ouvia meu disco preferido, pensei em como nós somos dependentes da internet e relembrava todos aqueles que eram contra à informatização e ao e-business. Só imaginava aqueles diretores de empresas sem conseguir dormir e o rio de dinheiro jogado fora com essa brincadeira.

Falar que somos dependentes do computador e internet parece redundante, mas como essa transformação foi rápida e natural, só tomamos conta quando ficamos sem. Só para ter uma idéia, para publicar este texto, tive que digitar no bloco de notas em casa, ressuscitar o CD-RW que estava aposentado e jogar na internet aqui da agência.

Alias, todos esses periféricos como CD, DVD, Pendrive um dia serão extintos. Hoje em dia tem conexão mais rápida que o o teu HD. Sabe ctrl+c - ctrl+v em algum arquivo na sua própria máquina? É mais devagar que essa conexão.

Quando puder, escrevo sobre essa tecnologia. Quem se interessou pode pesquisar sobre internet2. O recorde atual de envio de dados é de aproximadamente 1,10 Gb por segundo. Seu HD faz isso? :-)

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17Jun/080

Download Day – Firefox3

dday

Para o lançamento da versão 3 do Firefox, está acontecendo um evento online em todo mundo chamado Download Day. O objetivo é bater o recorde mundial de download de um software em um prazo de 24h.

Recebi a notificação do ínicio do evento faz 20 min (17:15 horário de Brasília), porém a informação no site do Mozilla é que já dava pra baixar desde as 14:00, ou seja, o e-mail demorou 3 horas pra chegar. Isso mostra a enorme quantidade de pessoas que se inscreveram para o evento. Como era esperado, os servidores estão super lotados e fica difícil até de acessar o site para download.

Pode parecer mais um evento online nerd, mas tem muita gente levando a sério. Tem gente que criou campanhas internas em seus países a fim de elevar o número de downloads. A idéia de um país terminar o Download Day com um alto número de downloads é de demonstrar o alinhamento com a ideologia do software livre. Eu li até o absurdo de um forum russo disponibilizar um bot para baixar o Firefox repetidamente.

No site do evento, tem um mapa atualizado em tempo real com o número de downloads por país. O Brasil neste exato momento tem pouco mais de 50.000 downloads. Os EUA, que lideram até agora, têm quase 500.000. Esperava que nosso número fosse maior. Bom, espero que seja culpa do atraso nos e-mails de aviso.

Quem quiser participar, deve baixar o programa até às 14:00 (horário de Brasília) do dia 18/06 - quarta-feira.

PS: este post foi escrito através do Firefox3 :-)

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