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O futuro da publicidade no Brasil

“- Quero meu logo maior !”

Introdução para quem não trabalha com comunicação -
Não. A gente não cruza os pés sobre a mesa, nem apoia o queixo em uma das mãos e faz um semblante quase celestial momentos antes da grande idéia - aquela que acende a lâmpada no pensamento.

Aliás, eu nem sei porque tem tanta gente com essa idéia maluca de prestar publicidade e propaganda no vestibular. E olha que já faz alguns anos que o número de candidatos por vaga de P.P é maior que cursos super tradicionais, como medicina e direito.

Deve ser propaganda enganosa, só pode. Embora ame de paixão o que faço, devo admitir que eu também cai. Aquela coisa de “Lellis Tratoria, o restaurante dos políticos, dos jornalistas, dos publicitários…”.

De perto, a publicidade está bem distante da imagem que passam para as pessoas (deve ser propaganda enganosa também rs). Ouso dizer que, na realidade, ela é feia, bem feia. Nenhuma área é perfeita, eu sei, mas a minha é um pouco punk. Esperava, por exemplo, usar a carteira de trabalho pra outros fins mais dignos do que peso de papel rs.

Isso pouco importa agora. Dos pontos negativos, espero que melhorem, sempre - e batalho por isso. O intuito desse post é fazer uma crônica em cima de uma das coisas mais cômicas da publicidade: o cliente. É ele que paga pelo trabalho, é ele que aprova, enfim, é ele que pede pra aumentar o logo em 100% dos trabalhos.

Uma das coisas mais chatas do cliente, além de pedir pra aumentar o logo em todos os anúncios, é redesenhar todo o seu trabalho. Você fez faculdade e vem de muitos cursos e estudos pra saber que no caso do cliente X, seria legal trabalhar com uma postura mais agressiva de comunicação, com cores fortes, modelos estilosas e o escambáu. Daí chega o infeliz e pede pra mudar tudo !

Mas em um futuro não tão distante, isso vai mudar. Acompanhem:

————————

Andava em passos rápidos, quase tropeçando. Eram 8:47 e Bola estava a 2 quadras do seu trabalho. - Tinha esse apelido porque durante um campeonato intercolegial, ganhou os 100m rasos, e de tanta alegria, saiu da piscina e foi comemorar no lugar mais alto do ginásio. Não tinha reparado que a sunga tinha dividido aquelas 2 partes do homem, uma pra cada lado. Na realidade, a ansiedade dos pés era de uma constante preocupação com seu emprego. Era o último diretor de arte na ativa, e por isso, era considerado um gênio, um marco, praticamente o último dos moicanos da publicidade humana, como era chamada quando ainda existia redatores, mídias e atendimentos.

Trabalhava na última agência de publicidade do país, sobrevivendo de pequenos clientes que não tinham verba para comprar o novo pacote CCS (Client Creative Suit), que era a solução para qualquer tipo comunicação. Por meio dele, o cliente mandava, e o computador obedecia. Fazia anúncios, folders, sites, comerciais de TV, spots de rádio, enfim, os programas faziam tudo o que o operador desejava. A mágica era um dispositivo acoplado ao dedo indicador. Se imaginasse um lindo parque com flores, céu azul e pássaros voando, a cena era recriada em tempo real na tela. Não bastando imaginar, ainda interpretava informações faladas, no caso do operador não conseguir aplicar em sua mente: “- Preciso do céu mais azul. Não, mais verde agora”.

Nos momentos que conseguia esquecer a sensação de corda no pescoço, lembrava dos velhos tempos, quando ainda tinha um redator como dupla de criação. Lembrava dos jobs pra ontem e dos clientes malas que ligavam na agência reclamando que o logotipo estava pequeno no anúncio. - Esses programas são uma merda ! - praguejou em sua mente. Não conseguia se conformar que sua profissão estava com os dias contados, praticamente extinta.

O seu trabalho era receber donos de empresas, que vinham à agência depois de uma noite inspirada e uma campanha publicitária pronta, bastando imaginar para o computador produzir. Não gostava do que fazia, mas era o único emprego digno que poderia fazer com a formação de publicitário. Quem já tinha sido cortado do mercado, virava hippie ou voltava para o campo.

Nesse mesmo dia, recebeu uma figura estranha: era um homem alto e forte com uma barba bem espessa e preta. Queria criar um comercial de TV para a sua fábrica de pregos. Para tal, tinha trazido uma série de referências impressas como obras de arte até anúncios de concorrentes. No meio da bagunça, Bola identificou uma antiga pintura - era Mona Lisa. Então deixou os primeiros esboços da imaginação do homem tomarem forma na tela.

- Você não pode utilizar o quadro nesse comercial. A propriedade intelectual é de outra pessoa.
- Como não? Tô pagando!

Depois de muitos retoques, o cliente avisa que vai finalizar, mas o programa não permite salvar, pois o quadro da Mona Lisa tem os direitos reservados. Apesar da clareza de informação, o cliente, como nos velhos tempos da publicidade, fica maluco, e em um acesso de fúria, pega o Bola pelo colarinho e mete um prego no pescoço dele, que agoniza no chão e morre.

Felizmente, o Bola não tinha contrato e nem carteira de trabalho. Era considerado mais um autônomo fantasma na sociedade e por essa razão, nunca aconteceu nada com o homem alto e forte, que apenas mandava uma caixa com 10.000 pregos e 10.000 parafusos para a mãe do Bola, para pagar as contas da casa vendendo para antigos publicitários, que tinham migrado para o campo atrás de novos desafios.

Anos depois da morte, um homem caminhou até a sepultura do Bola. Era o redator e ex dupla de criação dele, que derramando lágrimas, pega um spray e escreve no cimento: “O futuro é o passado” e volta para o campo. Foi a sua última visita ao túmulo. FIM

Caricature-se

O site www.faceyourmanga.com oferece uma ferramenta bem legal para quem quer criar um avatar personalizado. Acima: eu, Vera, Michell e Mari (em sentido horário) - o pessoal está trabalhando comigo aqui na criação e atualmente morrendo de curiosidade pra ver como ficou essas caricaturas rs. - dica do meu irmão, o rei dos downloads brasileiro.

panda vermelho X genius da estrela

Nas últimas semanas fiz um test drive no novo browser do Google, o Chrome. Infelizmente, a bagaça só funciona em ruindows e como passo a maior parte do dia usando mac/os, só pude testar em casa, mas finalmente tenho o veredicto da disputa entre Firefox vs Chrome:

obs: para os testes foram usadas as últimas versões dos navegadores, e sem nenhum adicional como plugin, tema ou add-on.

Compatibilidade: (panda +1 ponto)

  • Firefox tem versões para os 3 principais sistemas operacionais: windows, mac/os e linux
  • Chrome tem versão beta (assim como tudo do Google) para windows. Para mac/os e linux é uma versão ainda em desenvolvimento chamada CrossOver Chromium. Lembrando que o browser do Google é recém-nascido, então a previsão é que logo mais tenha versões para linux e mac/os.

Interface: (empate. panda e genius +1)

  • Firefox foi o pioneiro com a navegação por abas e na opção de organizar os favoritos embaixo da barra de navegação, embora carregue desde as primeiras versões, sua cara de browser típico com botões de navegação e barra de status.
  • O Chrome trouxe uma interface inovadora e clean. De longe é o que mais caracteriza este novo browser. Embora seja possível customizar o Firefox de tal maneira, a comparação é válida somente para a interface vinda da fábrica. Junto a isso, o Chrome inovou na página inicial, organizando os sites mais visitados das últimas sessões como thumbnails. Ponto para a ousadia do Google.

Segurança: (empate. panda e genius +1)

  • Firefox foi o 1o navegador a avisar o usuário sobre os sites com suspeita de phishing, malware ou malicious. O Chrome parece compartilhar o mesmo sistema e banco de dados, segundo meus testes.

Controle de downloads: (genius +1 ponto)

  • Firefox de fábrica trabalha com a janela de downloads, assim como os browsers antigos.
  • Chrome trouxe inovações nesta parte. O download é visualizado por meio de uma barra na parte inferior da interface, sendo possível até arrastar o arquivo para alguma pasta, ex: desktop. Isso significa mais agilidade no controle de downloads. O ponto negativo desse sistema, é que não é muito prático quando você tem muitos downloads.

Controle de abas/guias: (genius +1 ponto)

  • Chrome faz tudo o que o panda faz, mas com um adicional: é possível arrastar a aba para fora, criando uma janela. Isso é uma evolução do sistema criado pela Mozilla.

Adicionais: (panda +1 ponto)

  • Neste quesito, o Firefox quebra o browser do Google como uma ativa comunidade de desenvolvedores de plugins, add-ons e temas.

Browsing for dummies: (panda +1 ponto)

  • Firefox embora revolucionário em sua estréia, carregou muitas características dos navegadores pioneiros, tornando-o mais acessível para quem não imagina o que seja a palavra browser.

Suporte: (panda +1 ponto)

  • Não há muito o que falar. Já tentou entrar em contato com o Google? É quase como falar com Deus rs. Já em relação à Fundação Mozilla, temos uma ativa comunidade que se ajuda, além dos desenvolvedores, que dependendo da questão, entram em campo e falam diretamente com o usuário, como foi comigo.

Privacidade: (panda +1 ponto)

  • O Chrome trouxe uma inovação para os punheteiros: um modo de navegação anônima que “limpa teu caminho”, porém, não é nada anônimo navegar com um ícone gigante de um espião junto à interface, comprometendo sua privacidade para quem invadir seu quarto rs :-). O único ponto positivo desta inovação, é poder transitar entre o modo normal e anônino com 1 clique.
  • Já o Firefox traz o modo old school de esconder por onde andaste na web. Tem que configurar nas preferências e a partir daí, é impossível de rastrear depois de fechada a sessão. Simples e prático.

Lendas da web: (panda +1 ponto)

  • Há boatos que dizem que pegaram alguns scrips dentro do Chrome que transmitiam informações das ações do usuário para a Google (a lá Microsoft). O Firefox nunca foi acusado de nada parecido, e a única opção de transmitir suas informações para os desenvolvedores é opcional.

Velocidade: (genius +1 ponto)

  • Tenho o relato de alguns amigos que juram de pés juntos que o Chrome carrega os sites mais rápido que o Firefox. Realizei alguns testes aqui em casa (speedy 8mb), mas o resultado foi igual em todos os sites. Consegui uma maior velocidade até usando o Firefox com um plugin chamado Turbo Firefox, que nem está no site oficial de plugins do navegador, ou seja, não deve ser seguro rs. Apesar de não ser científico, vou dar 1 ponto ao genius pois ouvi isso de várias pessoas.

Resultado final: 8 panda vermelho x 5 genius da estrela

Notas do editor:

Sou fã do Google, e nunca vi nenhum investimento deles dar errado. Talvez seja cedo para um review, mesmo porque o Firefox está sendo desenvolvido há anos, porém, o Chrome pegou um adversário à altura.

O Firefox é um software livre, que é 100x mais simpático do que beta (que exclui muitas responsabilidades do desenvolvedor por prejuízos causados pelo software), além de possuir uma comunidade ativa que se ajuda mutuamente e que espantou o fantasma do Internet Explorer para quem antes não tinha opção. Foi um dos sopros mais fortes de independência de softwares que participei, e acredito que todo esse histórico influencia na hora de escolher o browser.

Eu testei o Chrome durante 3 semanas, e apesar das inovações do Google, não gostei. O panda vermelho vai continuar sendo meu navegador padrão até segunda ordem.

O que mais pesou para a minha escolha foi a questão da interface. É óbvio que me acostumei com o Firefox depois de anos usando como navegador. Além disso, tenho uma série de plugins que tiram definitivamente o Chrome da reta, tornando o Firefox muito mais versátil e indo além de um navegador.

Para finalizar, é possível deixar a interface do Firefox idêntica, e até mais clean que o Chrome com temas e configurações.

Para quem não entendeu a imagem que vai com o post, fique sabendo que apesar do nome Firefox (raposa de fogo em português), na realidade o ícone do browser foi inspirada no panda vermelho. Isso está descrito no próprio site do Mozilla. Já em relação ao Chrome, é uma brincadeira que fala que o ícone do navegador lembra muito o brinquedo Genius, que foi fabricado pela Estrela aqui no país.

Disconnected

disconnected

Tudo aconteceu muito rápido. Eram em torno de 10 horas da noite de uma quarta-feira e estava feliz da vida aproveitando o lado bom da internet, quando de repente a conexão ficou instável. Na sequência não consegui acessar sites gringos, minutos depois nem sites brasileiros. O último suspiro da internet lá em casa foi a conferência com meus amigos no skype, mas as vozes começaram a ficar cortadas até finalmente -disconnected-.

Quem assina speedy no estado de São Paulo ficou na mão durante mais de 24h. Na quinta-feira à meia-noite ainda tentava conectar em vão. Cansei de ligar para o SAC, e a única esperança era a mensagem automatizada que ouvia quando digitava meu telefone: “o seu ramal está com problemas técnicos e encontra-se indisponível no momento. A previsão para normalização é de aproximadamente 1 hora”.

O problema é que não importava o horário que você ligasse a previsão era sempre de 1 hora. Lá pela quinta tentativa e já puto com a voz robótica, solicitei atendimento com alguém de carne e osso. A informação que me passaram, é que o problema era o DNS da central - quase ofereci ajuda e um tutorial passo-a-passo para configurar o dito cujo. É óbvio que o problema não era esse. Bem típico da Telefônica culpar uma sigla para os leigos não terem argumento para cobrar o serviço que pagaram.

Aproveitei a ocasião para fazer uma coisa que há tempos não fazia: ouvir música. Não ouvir música na frente do computador lendo emails ou vendo sites ao mesmo tempo. Somente ouvir música. Um pouco impensável na correria de hoje em dia colocar aquele disco bacana, deitar na cama e curtir.

Enquanto ouvia meu disco preferido, pensei em como nós somos dependentes da internet e relembrava todos aqueles que eram contra à informatização e ao e-business. Só imaginava aqueles diretores de empresas sem conseguir dormir e o rio de dinheiro jogado fora com essa brincadeira.

Falar que somos dependentes do computador e internet parece redundante, mas como essa transformação foi rápida e natural, só tomamos conta quando ficamos sem. Só para ter uma idéia, para publicar este texto, tive que digitar no bloco de notas em casa, ressuscitar o CD-RW que estava aposentado e jogar na internet aqui da agência.

Alias, todos esses periféricos como CD, DVD, Pendrive um dia serão extintos. Hoje em dia tem conexão mais rápida que o o teu HD. Sabe ctrl+c - ctrl+v em algum arquivo na sua própria máquina? É mais devagar que essa conexão.

Quando puder, escrevo sobre essa tecnologia. Quem se interessou pode pesquisar sobre internet2. O recorde atual de envio de dados é de aproximadamente 1,10 Gb por segundo. Seu HD faz isso? :-)

Download Day - Firefox3

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Para o lançamento da versão 3 do Firefox, está acontecendo um evento online em todo mundo chamado Download Day. O objetivo é bater o recorde mundial de download de um software em um prazo de 24h.

Recebi a notificação do ínicio do evento faz 20 min (17:15 horário de Brasília), porém a informação no site do Mozilla é que já dava pra baixar desde as 14:00, ou seja, o e-mail demorou 3 horas pra chegar. Isso mostra a enorme quantidade de pessoas que se inscreveram para o evento. Como era esperado, os servidores estão super lotados e fica difícil até de acessar o site para download.

Pode parecer mais um evento online nerd, mas tem muita gente levando a sério. Tem gente que criou campanhas internas em seus países a fim de elevar o número de downloads. A idéia de um país terminar o Download Day com um alto número de downloads é de demonstrar o alinhamento com a ideologia do software livre. Eu li até o absurdo de um forum russo disponibilizar um bot para baixar o Firefox repetidamente.

No site do evento, tem um mapa atualizado em tempo real com o número de downloads por país. O Brasil neste exato momento tem pouco mais de 50.000 downloads. Os EUA, que lideram até agora, têm quase 500.000. Esperava que nosso número fosse maior. Bom, espero que seja culpa do atraso nos e-mails de aviso.

Quem quiser participar, deve baixar o programa até às 14:00 (horário de Brasília) do dia 18/06 - quarta-feira.

PS: este post foi escrito através do Firefox3 :-)

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