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	<title>Comments on: Mudanças</title>
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	<description>blog opinativo de um diretor de arte preso no trânsito de sp</description>
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		<title>By: Murilo Campos</title>
		<link>http://www.murilocampos.com/blog/mudancas/comment-page-1/#comment-435</link>
		<dc:creator>Murilo Campos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 00:01:40 +0000</pubDate>
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		<description>bem legal esse texto !!! tem tudo a ver, mas escrito melhor rs ! ;-)

[]´s</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>bem legal esse texto !!! tem tudo a ver, mas escrito melhor rs ! <img src='http://www.murilocampos.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>[]´s</p>
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		<title>By: Murilo Campos</title>
		<link>http://www.murilocampos.com/blog/mudancas/comment-page-1/#comment-434</link>
		<dc:creator>Murilo Campos</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 15:33:57 +0000</pubDate>
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		<description>Interpretar tudo isso olhando apenas uma planta que está no banheiro é digno de:
autista, desempregado (adicione aqui)

ahhahahaha

[]´s</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Interpretar tudo isso olhando apenas uma planta que está no banheiro é digno de:<br />
autista, desempregado (adicione aqui)</p>
<p>ahhahahaha</p>
<p>[]´s</p>
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		<title>By: LASHMAN ROUNES</title>
		<link>http://www.murilocampos.com/blog/mudancas/comment-page-1/#comment-433</link>
		<dc:creator>LASHMAN ROUNES</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 14:47:48 +0000</pubDate>
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		<description>Belo texto!

Vejo um jovem, que de velho tinha o pensamento, se tornar velho no tempo, mas cada vez mais jovem em seu espírito!

Quanto ao movimento da planta... se chama fototropismo positivo. Boas aulas eram as de ciência na escola (que saudades!). Mas não deixa de ser uma forma de adaptação às mudanças. É a necessidade de sobrevivência...
Seu texto é lindo, profundo.
Interpretar tudo isso olhando apenas uma planta que está no banheiro é digno de quem vive olhando para o sol.

Esse é o amadurecer da fruta, o desaborchar da flor, a transformação do garoto em um homem de verdade.

Assim devemos continuar, olhando sempre para o sol, aprendendo que as coisas mudam e que não estamos sempre certos.
Assim devemos remar, em direção ao sol, deixando os erros e nossas sombras sempre atrás de nós!

Keep writing!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Belo texto!</p>
<p>Vejo um jovem, que de velho tinha o pensamento, se tornar velho no tempo, mas cada vez mais jovem em seu espírito!</p>
<p>Quanto ao movimento da planta&#8230; se chama fototropismo positivo. Boas aulas eram as de ciência na escola (que saudades!). Mas não deixa de ser uma forma de adaptação às mudanças. É a necessidade de sobrevivência&#8230;<br />
Seu texto é lindo, profundo.<br />
Interpretar tudo isso olhando apenas uma planta que está no banheiro é digno de quem vive olhando para o sol.</p>
<p>Esse é o amadurecer da fruta, o desaborchar da flor, a transformação do garoto em um homem de verdade.</p>
<p>Assim devemos continuar, olhando sempre para o sol, aprendendo que as coisas mudam e que não estamos sempre certos.<br />
Assim devemos remar, em direção ao sol, deixando os erros e nossas sombras sempre atrás de nós!</p>
<p>Keep writing!</p>
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		<title>By: Monique Santos</title>
		<link>http://www.murilocampos.com/blog/mudancas/comment-page-1/#comment-432</link>
		<dc:creator>Monique Santos</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 13:03:45 +0000</pubDate>
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		<description>Murilo,  adorei este post, me lembrou um texto de Rubem Alves que fala sobre mudanças, não sei se já ouviu falar, se chama “Pipoca”, é mais ou menos assim:

Fico pensando  se fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!
O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

&quot;Morre e transforma-te!&quot; — dizia Goethe.

A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

&quot;Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu&quot;.

************************************************************************************

Pois é, algumas pessoas passam pelo fogo e não mudam, continuam as mesmas, eu tenho pena quando vejo alguém falar “Mas eu sou assim, sempre fui nunca vou mudar” coitada penso eu, essa daí é mais uma daqueles milhos de pipoca que não estouram. Já passei por muitos “fogos” desses, internos e externos e sair deles a mesma coisa deles é deixar de progredir.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Murilo,  adorei este post, me lembrou um texto de Rubem Alves que fala sobre mudanças, não sei se já ouviu falar, se chama “Pipoca”, é mais ou menos assim:</p>
<p>Fico pensando  se fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.</p>
<p>Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.</p>
<p>Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!<br />
O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.</p>
<p>Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.</p>
<p>Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.</p>
<p>Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.</p>
<p>Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.</p>
<p>&#8220;Morre e transforma-te!&#8221; — dizia Goethe.</p>
<p>A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.</p>
<p>Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira&#8230;</p>
<p>&#8220;Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu&#8221;.</p>
<p>************************************************************************************</p>
<p>Pois é, algumas pessoas passam pelo fogo e não mudam, continuam as mesmas, eu tenho pena quando vejo alguém falar “Mas eu sou assim, sempre fui nunca vou mudar” coitada penso eu, essa daí é mais uma daqueles milhos de pipoca que não estouram. Já passei por muitos “fogos” desses, internos e externos e sair deles a mesma coisa deles é deixar de progredir.</p>
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