Quando mais é menos
Esse post é inédito no re'cordis por 2 motivos: é o 1o post que não fui eu que escrevi, e pelo fato de não ter imagem para ilustrar.
Hoje li um texto bem legal do Nelson Motta no Estado de S.Paulo. Depois de ter lido, relido, e relido novamente, fiquei com a incômoda sensação de concordar com tudo o que foi escrito. Talvez até tivesse escrito o que foi escrito, se ele não tivesse pensado primeiro (rs).
Enfim, leiam, pois vale a pena
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(apesar de ter lido no Estado, retirei o texto pelo Globo na internet)
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Quando mais é menos
Com todo o poder, dinheiro, independência e liberdade que conquistaram nas últimas décadas, as mulheres estão se sentindo menos felizes agora do que nos anos 60. Cinco pesquisas mundiais diferentes revelaram os mesmos e tenebrosos resultados: independentemente de classe social, estado civil, de ter filhos ou não, em todos os lugares, as mulheres estão se sentindo cada vez menos felizes. E os homens, mais. Será que a revolução feminista acabou beneficiando mais os homens do que as mulheres?, sibila Maureen Dowd, minha víbora favorita, no "New York Times".
As mulheres vão se sentindo menos felizes à medida que vão envelhecendo, enquanto com os homens acontece o contrário. Elas começam a vida mais felizes do que eles, e terminam menos. Sob a ditadura da boa aparência, o peso da casa, de marido e filhos, e agora da competência profissional e da carreira, elas sofrem mais a ação do tempo. Na América obcecada por beleza e juventude as Barbies Frankenstein se multiplicam.
As pesquisas revelam também que a menor contribuição para a felicidade das mulheres vem dos filhos. Algumas, poucas, já admitem que seria melhor não ter tido filhos, ou que foram eles os destruidores de sua felicidade.
O principal motivo da felicidade dos homens é a prosperidade, pré-crise, é claro. E o alívio nas contas, porque as mulheres passaram a participar mais do orçamento familiar. Cada vez menos mulheres são dependentes de homens, e eles acham ótimo. E embora hoje os homens ajudem mais nos trabalhos da casa e com os filhos, isto não as fez mais felizes. Elas passaram a trabalhar tanto, a fazer tanto, que têm cada vez menos tempo para sua especialidade: sentir.
Para competir no mundo corporativo masculino, as mulheres se exigem mais, são mais rigorosas com os outros e com elas mesmas do que os homens, são mais passionais e estressadas do que eles. As pós-feministas reconhecem a insatisfação feminina e tentam explicá-la como um paradoxo: é justamente esta recém-conquistada abundância de liberdade de escolhas que as faz menos felizes. Mais liberdade, menos felicidade. Afinal, o que querem as mulheres?
Nelson Motta



September 25th, 2009 - 16:19
retirei 2 paragrafos msm depois de publicado, pois achei desnecessario agredir como fiz. (e nao tem nada a ver com reclamacoes rs)
September 26th, 2009 - 22:24
Infelizmente não concordo com a totalidade do texto…
Concordar seria um tanto quanto cegar-me frente as diferenças das épocas.
Seria ver a vida preto e branco. Seria compactuar com o machismo em pleno século XXI
A começar: quem tem o direito, ou quem tem um medidor de felicidade?
Como é possível comparar se as mulheres são mais felizes agora do que em gerações passadas?
Ao meu ver… seria válido, se cada mulher da pesquisa tivesse 2 vidas. Uma no presente e uma no passado para então comparar em qual era mais feliz.
Um tanto quanto duvidosa as palavras baseadas nessas pesquisas. Imaginem que fosse possível medir a felicidade.
Entrevistaram em algum momento do passado mulheres com perfil completamente diferente da mulher atual. Mulheres coibidas pelo machismo, ensinadas desde pequenas que a função da mulher era servir a família…
Como seria a resposta dessa mulher frente a pergunta: Você é feliz?
Como seria a resposta dessa mulher baseada no seu universo restrito da vida doméstica?
Desde cedo condicionada a cuidar da família, cuidar da casa etc…
Seria mais que normal que na vida adulta… sentiriam-se felizes com sua situação (“a sensação de missão cumprida: me ensinaram que boa mulher é aquela que cuida dos filhos… então sou uma boa mulher… cuido do meu marido, dos meu belos filhos etc… logo sou feliz”). É possível compreender o ponto?
E como seria a resposta de uma mulher atual… criada desde cedo e estimulada a desenvolver seu senso crítico.
Mulheres com nível superior, mulheres com poder de decisão e opinião formada?
Óbviamente que a resposta viria a ser diferente…
E até que ponto poderíamos julgar a felicidade de coisas tão distintas?
Indo além… eu preferiria dizer que a mulher atual é tão feliz quanto a mulher antiga, contudo… ela é sobrecarregada.
Além de ter que assumir responsabilidades que antes cabiam apenas ao homem, elas ainda tem que carregar o fardo da maternidade, das tarefas domésticas. A mulher hoje em dia é sobrecarregada!
Como toda grande conquista, existem grandes responsabilidades e com as grandes responsabilidades vêm os benefícios e os malefícios, os direitos e deveres. A mulher entra na disputa pelo mercado de trabalho, ganha poder aquisitivo, conquista sua independência, livra-se da submição masculina. Em contrapartida… sacrifica seu casamento, a criação de seus filhos…. E ainda tem que viver segundo ditames da moda, da boa aparência física etc…
… Hum… Mas dizer que a mulher é mais infeliz? Dúvido. Perguntei, após ler esse texto, sobre a felicidade de 5 mulheres que se encontravam perto de mim. Todas se acham felizes e nenhuma se via em outra situação que não fosse a atual.
Faça a experiência: Você acha que sua avó é mais feliz que sua mãe? Ou que sua avó é mais feliz que sua irmã? Uma pergunta um tanto quanto incabível… se ainda não for absurda.
Por isso mantenho minha posição. A mulher é feliz. Feliz para sua época. E em comparação com a mulher dos anos 60, diria que é sobrecarregada. Carrega nas costas o peso de sua independência, resultado de sua escolha (como gênero) ao longo dos anos.
Comparar? Sinceramente, não acho justo comparar Michael Jackson com Elvis Presley, Pelé com Ronaldinho. Charles Chaplin com Spielberg. Todos gênios, cada um em seu momento!
São épocas diferentes embora compartilhem um denominador comum (a música, o futebol). Apenas minha opinião.
Mas um coisa é fato: O que querem as mulheres? Essa pergunta é um clássico que jamais será respondido. ahuauhauhuaauhuauhauhuhaauuhaahua
Apenas minha opinião
E viva as mulheres !!!
(ruim com elas, pior sem elas – brincadeira ihihihihi)
September 26th, 2009 - 22:34
isso nao é um comentario, é um direito de resposta hahahaa
eu entendi o seu raciocionio. È impossivel mensurar a felicidade, ainda mais por gerações
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de qualquer maneira, o texto é só uma cronica. Acho que nao tem a pretensao de ser cientifica.
enfim, me fez pensar !!! Lash, o protetor das mulheres rsssss
[]´s